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Alguns dos grandes nomes da indústria do entretenimento e da tecnologia estão se preparando para mergulhar no serviço de vídeos sob demanda neste ano, o que poderia representar um grande desafio ao maior nome do setor de streaming, Netflix.

Espera-se que a Apple anuncie seus planos em 25 de março, incluindo um orçamento de 1 bilhão de dólares e a participação de estrelas como a atriz Jennifer Aniston e o diretor J.J. Abrams.

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O grupo Disney já tinha anunciado que lançará seu novo serviço Disney+ este ano, bem como a WarnerMedia, nova divisão de mídia e entretenimento da AT&T.

Os recém-chegados podem representar um grande desafio para a Netflix, que conta com cerca de 140 milhões de assinantes pagos em 190 países, e para outras plataformas como Amazon e Hulu.

"A indústria realmente vai mudar", disse Alan Wolk, cofundador da consultoria TVREV, que abrange o setor. Wolk antecipou que vê sete ou oito plataformas de streaming coexistindo, o que levará a uma "enorme concorrência pelos novos programas e pelos programas sucedidos".

Os novos rivais chegam a um setor transformado pelo crescimento impressionante da Netflix e por um aumento da preferência dos consumidores pela televisão sob demanda transmitida em plataformas digitais.

Apenas nos Estados Unidos estima-se que 6 milhões de consumidores deixaram de assinar a TV a cabo desde 2012, enquanto os serviços sob demanda cresceram, segundo o Leichtman Research.

Mas, bem como a Netflix destabilizou a televisão tradicional, seus concorrente pretendem abalar a Netflix.

- Prejuízos -

A Netflix vai sofrer não apenas com novos rivais, mas também com a perda de conteúdo da Disney e da Time Warner. Estas empresas "têm grandes arquivos, logo, o custo de seu conteúdo é muito menor do que será para a Netflix, que precisará pagar por todo seu conteúdo", disse Laura Martin, analista da Needham & Co.

A WarnerMedia lançará neste ano um serviço que combina o conteúdo de seu canal premium HBO, que transmite "Game of Thrones", e do amplo arquivo de programas e filmes da Time Warner.

O serviço da Disney contará com seus filmes e programas de televisão, bem como o arquivo que está prestes a adquirir da 21st Century Fox, um negócio que será fechado nos próximos dias. Isso inclui as franquias de "Star Wars" e de super-heróis da Marvel - atualmente no catálogo da Netflix - e o conteúdo televisivo da ABC.

A analista Alexia Quadrani, da JP Morgan, antecipou que a Disney eventualmente vai alcançar a Netflix ou até superá-la, podendo alcançar 45 milhões de assinantes nos EUA e 115 milhões internacionais.

Alan Wolk prevê: "As pessoas assinarão um serviço para ver um programa e aí ficará fácil cancelar para ir para outro".

- Por ora, sem pânico -

Alguns analistas consideram que a Netflix não tem razões para entrar em pânicos - pelo menos por enquanto.

"A Netflix entendeu este negócio, sabe o que os consumidores querem", disse Dan Rayburn, analista em streaming da Frost & Sullivan.

Contudo, Rayburn acredita que, com o tempo, os concorrentes podem se aproveitar de sua base de usuários e infraestrutura para eliminar a vantagem da Netflix. "O que a Netflix possui? Nada", disse.

Mesmo assim, afirmou que qualquer empresa que quiser desafiar a Netflix precisa ser "rápida e ágil", mas não está claro se os grupos mais tradicionais conseguem fazer isso.

"Os veículos tradicionais perderam sua oportunidade de competir com a Netflix (e outras plataformas tecnológicas), a não ser que estejam verdadeiramente dispostos a ir a fundo", opinou Richard Greenfield, da BTIG Research, em estudo recente.

Para este analista, isso significa que deveriam parar de focar na audiência e controlar melhor seus conteúdos.

"A Disney enfrenta um dilema clássico dos inovadores, que dificulta se voltarem diretamente ao consumidor, sem esquecer que eles e o resto dos veículos tradicionais não valorizam realmente a importância da tecnologia para ter sucesso no streaming diretamente ao consumidor", escreveu Greenfield.

Casas construídas em 24 horas por meio de impressão 3D. Drones que avaliam a temperatura de revestimentos cerâmicos. Uso da inteligência artificial para prever problemas, como distratos de imóveis com até um ano de antecedência, ou internet das coisas para predizer o desgaste de peças em elevadores. No mundo inteiro, inovações disruptivas ou incrementais chegam ao setor da construção civil.

"A adoção de algumas dessas tecnologias ainda engatinha no Brasil, já que o setor está saindo de uma crise de quatro anos", diz o diretor de Operações da Even, Marcelo Morais. Segundo ele, as construtoras investiram principalmente em formas de reduzir custos e desperdícios e ampliar eficiência, como o uso de plataformas de Business Intelligence (BI) ou de Modelagem de Informação da Construção (BIM, da sigla em inglês).

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A Even, por exemplo, adquiriu há dois anos um módulo específico de projetos de BI, um sistema de modelagem de dados usado para fazer previsões de cenários e embasar a tomada de decisão. "A gente levou um ano para customizar a ferramenta e hoje conseguimos uma gestão detalhada de todas as obras em um único sistema, que pode ser acessado pelo celular. Qualquer revisão do projeto pode ser feita na obra", explica Morais. Com o uso da ferramenta, o responsável consegue prever, entre outras questões, o impacto que o atraso pontual de um produto ou serviço pode causar em uma ou várias obras ao mesmo tempo.

Outra plataforma que começa a se expandir no Brasil é a BIM. Embora uma sondagem feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) no ano passado ter apontado que apenas 9,2% das empresas brasileiras adotavam a tecnologia, ela deve avançar com a criação pelo governo, em 2017, do Comitê Estratégico de Implementação do Building Information Modelling.

Na Even, por exemplo, o BIM foi adotado apenas por parte dos fornecedores e está nas fases iniciais. Todos os desenhos de uma obra são reunidos na construção de uma planta em três dimensões, garantindo que eventuais interferências entre os diversos projetos - anteriormente desenvolvidos separadamente - sejam antecipadas, reduzindo a necessidade de ajustes e custos extras no meio da obra.

Internet das coisas

A internet das coisas, que começa a se consolidar na automação residencial e comercial, também chegou nos bastidores das obras. Um exemplo são os elevadores. Todas as unidades da fabricante Schindler já contam com uma solução digital que usa algoritmos de inteligência artificial para identificar, de forma preditiva, possíveis ocorrências na operação dos equipamentos.

As informações são compartilhadas em tempo real com o centro de operações da empresa, técnicos em campo e pelos administradores do edifício. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com GE, Huawei, Apple e Vivo. "Com o uso do sistema, há uma efetiva redução da inatividade dos equipamentos", destaca Fabio Dans, supervisor do Schindler Ahead.

O síndico profissional Fernando Fernandes foi o primeiro a adotar a solução, em outubro do ano passado, num condomínio em Jundiaí, no interior de São Paulo. "Tivemos redução de 80% no volume mensal de atendimentos feitos pela empresa", explica. Segundo ele, o edifício conta com 160 salas, sendo que 75% estão ocupadas, com predominância de escritórios de advocacia e consultórios médicos. "Nossa frequência é de 8 mil visitantes por mês, além dos 780 funcionários que fazem, pelo menos, quatro viagens nos elevadores por dia. O uso permite intervenção da equipe de manutenção preventivamente, sem interrupção do serviço e isso é muito importante em um prédio comercial."

O Spotify, líder mundial da música on-line, anunciou nesta quarta-feira (13) que irá apresentar à Comissão Europeia uma denúncia contra a Apple, por abuso de posição dominante no mercado da música on-line.

"O Spotify interpôs uma demanda contra a Apple ante a Comissão Europeia, autoridade encarregada de fazer respeitar uma concorrência justa e não discriminatória", escreve o cofundador do Spotify, Daniel Ek, em um comunicado.

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"Nestes últimos anos, a Apple introduziu regras no aplicativo Store que limitam intencionalmente a escolha e sufocam a inovação (...)", acrescentou a nota.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), parte do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), instaurou nesta semana dois processos contra o Facebook no Brasil - as ações envolvem, respectivamente, o uso indevido de dados de usuários pela consultoria Cambridge Analytica e a atuação de hackers dentro da rede social para prejudicar brasileiros. Segundo apurou o Estado, o caso corre em segredo de Justiça e pode render multas de até R$ 18 milhões à empresa comandada por Mark Zuckerberg.

Segundo nota publicada pelo MJSP, o Facebook tem até dez dias para apresentar sua defesa administrativa. Além da instauração dos dois processos, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) notificou o Facebook a prestar esclarecimentos em um terceiro caso, no qual teria utilizado dados recebidos de aplicativos parceiros, como frequência cardíaca e ciclo menstrual dos usuários. Procurado pelo Estado, o Facebook disse que "está à disposição para prestar esclarecimentos" ao Ministério da Justiça e à Segurança Pública.

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Nos processos, foram arrolados a matriz do Facebook nos EUA e sua filial no Brasil, Facebook Serviços Online Ltda.

O primeiro diz respeito ao uso da ferramenta Facebook Login, utilizada pela consultoria política Cambridge Analytica para extrair dados de usuários da rede social. A empresa atuou na campanha de Donald Trump à Presidência americana, em 2016 - o caso, revelado há cerca de um ano, levou o Facebook à sua maior crise.

Já o segundo processo diz respeito à ação de hackers na plataforma para roubar dados pessoais de usuários no País, tais como nome, e-mail, número de telefone, locais visitados e buscas.

Para o advogado Bruno Bioni, fundador da Data Privacy Brasil, os processos mostram a importância do tema da proteção de dados e ressaltam a relação contratual que existe entre usuários e redes sociais.

"Não é necessário pagar por um serviço para configurar uma relação de consumo", diz Bioni. "Ao abrir os processos, a Senacon dá indícios de que encontrou danos à coletividade de consumidores brasileiros."

A Apple anunciou, nesta segunda-feira (11), seus planos de realizar um evento para a imprensa em 25 de março, insinuando que poderia revelar um esperado serviço de streaming no estilo da Netflix, com produções originais de vídeo.

Um convite enviado a jornalistas incluía um vídeo com uma contagem regressiva e a mensagem "É hora do espetáculo".

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Espera-se que o evento, na sede da Apple, no Vale do Silício, ofereça detalhes de seus esforços para produzir conteúdo original de vídeo, que conta com um investimento reportado de ao menos um bilhão de dólares.

A companhia fabricante do iPhone está buscando diversificar sua base de rendimentos e se mover mais em direção aos serviços, devido ao encolhimento do mercado de smartphones.

De acordo com alguns informes, as atrizes Jennifer Aniston e Reese Witherspoon e o diretor de "Star Wars", J.J. Abrams, participarão do evento.

Também acredita-se que a Apple está trabalhando em um serviço de notícias por assinatura.

Recentemente, o CEO da Apple, Tim Cook, confirmou que a empresa planeja produzir seus próprios programas de streaming, que poderiam desafiar os gigantes Netflix e Amazon Prime, que investiram fortemente em conteúdo original.

"Participaremos do mundo do conteúdo original", disse Cook ao discutir os planos da Apple para seu conteúdo de vídeo, incluindo uma parceria com a apresentadora Oprah Winfrey.

A partir de maio, a empresa chinesa Huawei retorna ao Brasil. Diferente de 2013, dessa vez a companhia vai investir em celulares premium, de acordo com a agência Estado.

Na primeira vez que tentou entrar no mercado brasileiro, a Huawei optou por comercializar aparelhos de entrada e intermediários, entretanto, a alta do dólar no período e a falta de popularidade entre os consumidores estagnou as vendas. “O Brasil é um mercado complexo pela estrutura tarifária. Não dá para vencer aqui se você não tiver fabricação local”, afirmou a vice-presidente sênior de marketing nas Américas Ketrina Dunagan.

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Os celulares que estarão nas lojas em maio serão importados. Mas até o fim do ano, a empresa pretende montá-los aqui, por isso busca parceiros. “Queremos trazer as tecnologias mais inovadoras que temos”, finalizou a executiva.

De acordo com o levantamento do site de busca de produtos e pesquisa de preços Buscapé, o Galaxy J8 e o J6, ambos da Samsung, além do Moto G6 Play da Motorola foram os celulares mais buscados ao longo do mês de fevereiro. Os aparelhos da Apple apareceram em sétimo (iPhone X), oitavo (iPhone 8 Plus) e nono lugar (iPhone 8), respectivamente.

Os dados foram compartilhados pelo Techtudo e levam em conta a média e os menores preços praticados durante o mês de fevereiro unicamente na ferramenta de pesquisa do site Buscapé, que também funciona como centro de comércio virtual, onde se pode comprar produtos de várias lojas diferentes.

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Nas buscas feitas, a preferência das pessoas foram pelos aparelhos da Samsung. Das 10 posições dos mais buscados, os celulares da empresa sul-coreana abocanharam 5 - sendo o Samsung Galaxy S9 Plus o 10º mais buscado. Já a Motorola ficou com duas posições acima da Apple, que garantiu três modelos entre os mais buscados: iPhone X; 8 Plus e o 8.

Entre mensagens que pipocam na tela, títulos chamativos e várias outras distrações muitas vezes enganosas, a capacidade de atenção dos internautas encontra constantes obstáculos, um problema que programadores e designers tentam solucionar.

Na internet, o mundo todo se viu exposto à "captologia". Em 1996, o americano B.J. Fogg teorizou sobre a capacidade das tecnologias digitais para influenciar seus usuários. "Não podemos fazer nada, queiramos ou não, sem estar expostos à tecnologia da persuasão", escreveu em 2010 este pesquisador da Universidade de Stanford.

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Os adeptos às tecnologias digitais são alvo diariamente desta "persuasive technology", especialmente nas grandes plataformas: é o caso da rolagem infinita do 'feed' do Facebook, ou da função 'Auto playing' da Netflix e do YouTube, que passa um vídeo atrás do outro de forma automática.

- "Designers éticos" -

"Não é um erro de concepção, isto foi criado e posto em prática com o objetivo de manter o usuário na plataforma", observa Lenaïc Faure. Este designer digital desenvolveu, com o coletivo "Designers éticos", um método para "saber se o design para captar a atenção em um aplicativo é sustentável do ponto de vista ético".

No caso do YouTube, por exemplo, Faure observa que se o fluxo de sugestões for seguido, "há uma espécie de dissonância entre o objetivo inicial do usuário", visualizar um determinado vídeo, "e o que se implementa para tentar mantê-lo na plataforma". Sempre com o objetivo de mostrar publicidades de empresas sócias e conhecer melhor o gosto do usuário.

O designer Harry Brignull qualificou o fenômeno de "dark pattern", que poderia ser traduzido como "padrão obscuro". Trata-se de um modelo de design "meio malvado", explica à AFP, para "fazer com que você faça o que os desenvolvedores querem que você faça".

Brignull cita outro exemplo: com a entrada em vigor do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), os sites têm que pedir o consentimento explícito dos usuários para recuperar seus dados pessoais. "É muito fácil clicar 'OK', mas o que fazer para optar por sair, ou para dizer 'não'?". Até mesmo um especialista como ele precisa de ao menos um minuto para descobrir como rejeitar a opção.

 "Economia da atenção"

E no mundo digital atual, este minuto vale muito dinheiro.

"Economias de escala e efeitos de rede colocaram o controle dessas ferramentas" para captar a atenção "em um número muito pequeno de empresas extremamente poderosas. Essas empresas são movidas pela necessidade de consumir mais e mais atenção disponível para maximizar o lucro", afirmou em abril de 2018 David S.H. Rosenthal, também de Stanford.

Tim Krief, um estudante de engenharia, criou por sua vez uma extensão, Minimal.community, para bloquear as sugestões "nocivas" no YouTube, Facebook, Amazon e, em menor medida, no Twitter e no Google. Livre e "Open Source", a extensão busca "sensibilizar os usuários sobre estas questões", explica este jovem, acrescentando que "não damos importância suficiente a toda esta economia da atenção, porque nos parece invisível".

Isso bastará para lutar contra os gigantes da captação de atenção on-line? "Notarão um pequeno impacto", estima Harry Brignull, mas "será talvez mais difícil ter um impacto sobre as decisões destas mesmas empresas".

Lénaïc Faure observa uma demanda crescente por parte dos consumidores digitais e acredita que seu método poderia contribuir para "reconciliar os usuários com os serviços".

Este tipo de iniciativas "podem ser um caminho para dizer às grandes plataformas que estes designs persuasivos nos incomodam", conclui Tim Krief.

Talvez poucas pessoas saibam dizer quem são David Velez, Fabrício Bloise e André Street. Mas certamente boa parte do País já ouviu falar das marcas criadas por eles, como Nubank, iFood, Playkids e Stone. Essa geração de empresários é a nova cara do capitalismo brasileiro, que tem como base tecnologia, inovação e criatividade.

Ao contrário de empresas tradicionais, que ainda sofrem para superar a grave crise que assolou o País, seus negócios crescem a dois dígitos por mês, empregam como nunca e valem bilhões de reais - só as cinco maiores companhias dessa nova economia (Nubank, 99, Stone, PagSeguro e Movile) valem cerca de R$ 89 bilhões. No jargão do mercado, elas são chamadas de unicórnio, startups que alcançaram a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado.

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Criada em 2012 por André Street e Eduardo Pontes, a Stone está bem acima desse patamar. A empresa de meios de pagamentos, mercado conhecido pelas "maquininhas", captou US$ 1,5 bilhão na bolsa americana Nasdaq em outubro e hoje está avaliada em R$ 31 bilhões. A valorização traduz o potencial de crescimento da empresa, que elevou em 104% a carteira de clientes em 2018 e, até setembro, já havia faturado R$ 1,04 bilhão, com crescimento de 102% em relação a igual período de 2017.

Os números, avalia o presidente da companhia, Augusto Lins, são reflexo da cultura da empresa, voltada para inovação. "Isso é resultado de anos de trabalho, que só agora aparece para o público." Outro diferencial, diz ele, está nos profissionais que trabalham na companhia: "Nossos funcionários são desafiados a criar soluções. Aqui não temos tempo para mimimi." Atualmente, a Stone tem 5% de participação no mercado, 3,5 mil funcionários e 200 vagas em aberto.

O banco digital Nubank ainda não abriu capital na bolsa, mas é a aposta do mercado para este ano. Fundado em 2013, a instituição teve aporte de US$ 90 milhões da chinesa Tencent e vendeu US$ 90 milhões em ações para outros investidores no ano passado. No total, a empresa do colombiano David Velez já captou US$ 420 milhões e está avaliada em US$ 4 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões).

A líder em valor entre essas empresas bilionárias é a Pagseguro, que captou US$ 2,3 bilhões na bolsa americana em 2018 e hoje vale R$ 34 bilhões. Ao contrário das demais, no entanto, a empresa nasceu dentro de um grupo já estruturado no mercado, o Uol.

Lacunas

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Amure Pinho, uma das estratégias de sucesso dessas empresas é atuar em lacunas deixadas pela velha economia, como as falhas de mobilidade urbana, baixa oferta de crédito e custos elevados dos serviços financeiros. No geral, a ideia é resolver problemas que atormentam a vida do brasileiro.

É o caso da Movile, com seu iFood - plataforma de entrega de comida - que virou uma facilidade para moradores de grandes cidades. Última a entrar para o grupo das empresas bilionárias, a companhia tem participação em outros 9 negócios, que vão de serviços financeiro, entrega e localização geográfica.

A companhia, liderada por Fabrício Bloisi, já recebeu aportes de US$ 854 milhões de grandes investidores como os fundos Naspers Ventures e o brasileiro Innova Capital - este último mantido por Jorge Paulo Lemann.

Para dar conta do crescimento, contratou 800 pessoas em 2018 e abriu 600 vagas neste ano. "A palavra de ordem para 2019 é hiper crescimento, vamos acelerar ainda mais o ritmo da empresa", diz Helisson Lemos, diretor de operações da Movile, que em oito anos cresceu a uma taxa de 60% ao ano.

"O Brasil demorou para entender o poder da indústria de tecnologia", diz Paulo Veras, fundador da 99, vendida em 2018 para a chinesa Didi Chuxing. Na avaliação dele, esse ecossistema evoluiu de 2008 para cá e veio para ficar. "Não é uma nova bolha da internet; nunca tivemos tantas empresas de qualidade como agora."

Para Veras, essa leva de startups (bilionárias) vai reposicionar o Brasil no novo capitalismo mundial. "No passado, os jovens queriam trabalhar num banco ou numa grande empresa. Hoje querem empreender e estão mais preparados (parte deles fez curso ou passou temporadas no Vale do Silício)."

De empreendedor a investidor

Eles ajudaram a fundar algumas das mais importantes startups do País, venderam suas participações e agora estão de volta ao mercado no papel de investidor. Paulo Veras decidiu ser sócio de startups em estágio inicial depois que a chinesa Didi Chuxing comprou o controle de sua 99 no começo de 2018. "Estou mais na linha de investidor anjo", disse ele.

Só no ano passado Veras aportou recursos em três negócios: na CargoX, empresa de tecnologia e transporte; na Digibee, plataforma digital para integração de sistemas e serviços; e na Looqbox, companhia de inteligência empresarial. "Empreendedor não se aposenta nunca, mas estou tentando evitar (abrir um novo negócio) por um tempo", diz ele, que fundou seis empresas desde 1995.

Fábio Póvoa é outro exemplo do ciclo virtuoso criado no mercado de startups. Ele esteve na linha de frente da criação da Movile, dona das marcas iFood e Playkids. Ficou 12 anos na companhia até aproveitar uma rodada de investimento e vender sua participação. A exemplo de Veras, Póvoa também preferiu ficar na retaguarda dos negócios.

Ele aplicou todo o dinheiro recebido com a venda de sua participação na Movile em fundos multimercados e de renda fixa. O patrimônio está garantido, uma vez que Póvoa só destina a novos negócios o que recebe de juros pelas aplicações. Desde a saída na Movile, ele já investiu em oito startups e saiu de três. No total, aplicou R$ 10 milhões nas empresas.

Visão de Fora

Sergio Furio nunca tinha pisado no Brasil quando decidiu abrir uma startup de crédito no País. Formado em administração de empresas, o espanhol trabalhava numa consultoria nos Estados Unidos quando resolveu empreender. O primeiro passo foi pesquisar áreas e mercados com potencial de crescimento. Nessa busca, ele conheceu sua atual esposa, uma brasileira que abriu os horizontes de Furio para o mercado nacional. Foi ela quem mostrou as carências do setor de crédito no Brasil, com falta de recursos e juros altos.

Ao desembarcar no Brasil em 2012, contratou um grupo de seis pessoas para ajudar a desenvolver o projeto, que nasceu como BankFacil. Investiu R$ 200 mil no primeiro ano e criou uma plataforma que comparava as melhores taxas e condições de crédito no mercado. Dois anos depois já tinha 20 funcionários e, no ano seguinte, conseguiu um aporte de R$ 25 milhões de investidores estrangeiros.

Em 2016, então com 100 funcionários, Furio decidiu ir além e transformar o negócio numa fintech de crédito com garantia. O BankFacil virou, então, Creditas e fez mais duas grandes captações, de R$ 60 milhões e R$ 190 milhões. Desde o início, a empresa teve R$ 600 milhões de aportes - recursos que ajudaram a startup crescer. Hoje a fintech tem 570 funcionários e uma receita 5 vezes maior que a registrada em 2017. A carteira de empréstimos alcançou R$ 500 milhões no ano passado. "Em três anos, queremos ser 30 vezes maiores do que somos hoje; e em 10 anos, 100 vezes maiores." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O serviço de multidelivery Glovo, concorrente do iFood, Rappi e Uber Eats, anunciou que está fechando as portas no Brasil. A startup espanhola havia completado um ano no país no dia 20 de fevereiro.

Em uma nota oficial, o aplicativo assinalou: "Foram 365 dias incríveis e intensos no Brasil, um país que nos acolheu e nos trouxe muitos ensinamentos, tanto profissionais como pessoais". Para os entregadores, o serviço destacou que o Brasil é um mercado extremamente competitivo, o que exigiria investimento e tempo para alcançar rentabilidade. Os esforços deverão ser concentrados em outros locais da América Latina, Europa, Oriente Médio e África.

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Na ocasião da comemoração de um ano, o gerente da marca no país afirmou ser o Brasil "uma das praças que ofereceu aceitação mais rápida para o Glovo". Agora a startup, fundada em 2015, opera em 21 países e em mais de 100 cidades. O aplicativo funcionava em São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Recife e Santos.

No Brasil, as operações serão oficialmente encerradas às 23h do domingo (3), quando o aplicativo não funcionará mais. Todos os valores pendentes de pagamentos serão efetuados até o dia 10 de março.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou nesta quarta-feira (27), ao jornal O Estado de S. Paulo, que pretende realizar até março de 2020 o leilão das frequências para o 5G, tecnologia de conexão móvel de quinta geração. O presidente da agência, Leonardo Euler, havia adiantado a informação durante coletiva de imprensa na Mobile World Congress, principal feira de telefonia celular do mundo, em Barcelona, na Espanha. Segundo comunicado da Anatel, o edital para o leilão deve ser lançado ainda neste ano.

Ainda não está claro, porém, se o leilão será arrecadatório - ou seja, se visará a obtenção de recursos para o governo - ou se o principal objetivo será o incentivo à tecnologia, que visaria principalmente ao avanço da infraestrutura no País.

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O leilão arrecadatório pode ajudar o Tesouro Nacional a captar recursos de forma rápida. Em 2014, o leilão de quatro lotes de faixas do 4G rendeu R$ 5,85 bilhões à União.

No entanto, fontes do setor dizem acreditar que, ao incentivar tecnologias de última geração, os benefícios viriam a longo prazo, tanto na forma de arrecadação de impostos quanto de atração de investimentos.

Essa segunda opção é a preferida das operadoras de telecomunicações, que dizem enfrentar obstáculos financeiros para construir a infraestrutura da nova geração de redes móveis.

No Brasil, há teles que preferem recuperar recursos investidos no 4G antes de partir para o 5G. Em dezembro de 2018, a Telefônica/Vivo disse preferir que um leilão não ocorresse este ano, diante do alto investimento exigido pela nova tecnologia.

Procurada nesta quarta pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Oi informou que aguarda a publicação do edital para estudar as condições a ser definidas pelo governo. A Vivo e a TIM não quiseram comentar o assunto. Já a Claro não respondeu até o fechamento da reportagem.

Um leilão de frequências do 5G pode ajudar o Brasil a avançar nessa tecnologia, que oferece conexões dez vezes mais velozes que as do 4G, além de vantagens no quesito segurança. Para especialistas, o 5G será necessário para viabilizar tendências como carros autônomos, internet das coisas e cidades inteligentes.

Em regiões como EUA e Europa, as teles já trabalham em redes do tipo, com oferta de planos 5G para usuários finais. Aqui, o cenário é diferente: segundo previsão da GSMA, associação global das operadoras de celular, o 5G só deve ganhar força no Brasil a partir de 2023. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nesta quarta (27), a Movile, empresa líder de marketplaces móveis, apresentou sua nova unidade, localizada na cidade do Recife, capital pernambucana. As empresas que compõem esse time ficarão sediadas no centro de inovação Overdrives, local que recebeu a imprensa para a coletiva de apresentação do novo escritório da multinacional.

Trabalhando com os segmentos de comida, tickets, mensageria, educação, logística e pagamentos, a Movile é investidora de empresas como o iFood, Sympla e Wavy. O escritório do Recife é o segundo fora de São Paulo e a escolha da cidade se deu pelo potencial de mercado e de mão de obra locais.

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Segundo a ‘head de gente’ da Wavy, Marcela Martins, o objetivo da criação de pontos fora da capital paulista é aumentar o alcance e o potencial dessas empresas: “Dessa forma a gente consegue atrair novas pessoas e a gente pode explorar mais a diversidade cultural e de formação”.

A gerente explicou que, após uma pesquisa, Recife foi considerado o lugar com maior oferta de mão de obra especializada: “O mercado de São Paulo já está muito explorado e a gente sabe que tem muitos talentos espalhados pelo Brasil”. Segundo Marcela, cada ‘hub’ deve gerar cerca de 10 novas oportunidades profissionais com a sua chegada.

Seu cão se exercita o suficiente? Quem trocará a areia do seu gato durante as férias? Não se preocupe: os empreendedores da tecnologia móvel estão lançando produtos conectados a smartphones capazes de velar pelo bem-estar dos pets.

Entre os incontáveis aparelhos "usáveis" ("wearable") apresentados esta semana no Congresso Mundial de Telefonia Móvel (MWC) em Barcelona, várias companhias ofereciam dispositivos para fixar nas coleiras de cachorros ou gatos.

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Estes artefatos permitem que os donos localizem seus mascotes, assim como saibam, por exemplo, quanto correram, brincaram ou dormiram, graças a um aplicativo no smartphone.

Alguns dispositivos permitem definir no aplicativo uma área segura da casa para o animal de estimação, e enviar um alerta quando o mesmo sair dessa área.

A Vodafone, segunda operadora de telefonia móvel do mundo, exibiu na feira seu rastreador, chamado Kippy, já disponível na Europa.

O dispositivo resistente à água é feito de aço e funciona com uma bateria recarregável que pode durar até dez dias.

Opera com um cartão SIM e uma assinatura mensal entre 4 a 6 euros por mês.

"É sobre ter um relacionamento mais próximo com seu animal de estimação", disse Steve Shepperson-Smith, porta-voz da Vodafone.

- Segmento incrivelmente lucrativo -

A proliferação de dispositivos móveis para animais de estimação coincide com uma queda nas vendas de smartphones.

Estas caíram 4,1% em 2018, ficando em 1,4 bilhão de unidades, o segundo ano consecutivo de queda, devido ao menor interesse das pessoas em renovar seus dispositivos na ausência de inovações, de acordo com o gabinete de análise do IDC.

"Supondo que quase todos os seres humanos na Europa já tenham um telefone, a Vodafone tem sido inteligente em procurar conectar animais de estimação agora", explicou Ben Wood, analista da consultoria de tecnologia CCS Insight.

"O mercado de animais de estimação é um segmento incrivelmente lucrativo que cresce continuamente ano após ano", disse ainda.

O mercado dos aplicativos "usáveis" para pets será superior a 8 bilhões de dólares em 2024, comparado a 1,85 bilhão de dólares em 2017, de acordo com a Global Market Insights.

"Quase tudo que se move pode usar um 'wearable'. Os 'wearables' para as pessoas são muito populares, por isso era lógico que as empresas também tivessem como alvo 'wearable' para animais de estimação", explica Neil Mawston, diretor executivo do gabinete. Strategy Analytics

- Câmeras para mascotes -

Para quem se sente triste por estar separado do seu animal de estimação, várias empresas lançaram câmeras com Wi-Fi que permitem monitorar o animal no smartphone.

Um dos mais populares é o Furbo, que mantém as guloseimas de cães dentro de um recipiente e permite ao dono jogar os petiscos para seu pet com apenas o apertar de um botão no smartphone.

O dispositivo envia uma mensagem se o cão late muito e faz um vídeo de 60 segundos das atividades do animal de estimação durante o dia.

A startup sul-coreana PurrSong revelou o LavvieBot, uma caixa de areia para gatos que é automaticamente limpa e recarregada.

Depois que o gato faz suas necessidades, a máquina passa um ancinho e joga areia limpa na caixa.

Ele ainda envia mensagens de texto quando o recipiente com a areia suja deve ser esvaziado.

Também mantém um registro do peso do gato e do número de vezes que ele usa a caixa, para detectar possíveis problemas de saúde.

"Qualquer anormalidade será relatada em seu smartphone", afirma o gerente de marketing da PurrSong, Heaven Nam.

"Os proprietários não precisam cancelar seus planos de viagem ou gastar em hotéis para gatos se precisarem viajar", acrescentou.

Criticadas pela falta de inovação nos últimos anos, as fabricantes de smartphones estão contra-atacando com seus primeiros dispositivos com telas dobráveis, mas analistas alertam que a tecnologia ainda é rudimentar e cara para o público em geral.

A Samsung, líder mundial nas vendas de smartphones, lançou na quarta-feira um telefone dobrável, que alcança o tamanho de um tablet, em um evento em San Francisco, tornando-se a primeira fabricante a oferecer esta aguardada tecnologia.

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A gigante chinesa Huawei, segundo lugar em vendas de aparelhos, não ficou atrás e revelou neste domingo seu próprio telefone com tela dobrável, o Mate X, em um evento em Barcelona, onde teve início, nesta segunda, o Congresso Mundial do Celular (MWC, na sigla em inglês).

O Mate X será posto à venda em meados deste ano, a partir de 2.600 dólares, enquanto o Galaxy Fold da Samsung poderá ser adquirido por 1.980 dólares.

Em ambos eventos, foram ouvidos suspiros quando os preços foram anunciados.

A fabricante chinesa Xiaomi e a sul-coreana LG, entre outros, dizem estar trabalhando em seu próprios smartphones com telas dobráveis.

Estes aparatos representam a mudança mais radical na forma dos smartphones desde que, em 2007, Steve Jobs apresentou o iPhone: um retângulo negro com uma única tela tátil.

'Idade da Pedra'

As fabricantes esperam que esta inovação estimule as vendas de smartphones, que caíram 4,1%, a 1,4 bilhão de unidades, em 2018, num momento em que as pessoas demoram mais tempo para substituir os seus aparelhos devido às escassas inovações, segundo o gabinete de análise IDC.

Ben Wood, analista da consultoria de tecnologia CCS Insight, desinfla um pouco essas expectativas, considerando que por enquanto o apetite para telefones com flip será limitado para os fanáticos pelos modelos mais recentes.

"Por enquanto, parece uma solução para um problema inexistente, e a maioria dos consumidores acha que é muito caro - é um produto que ainda está em estágio inicial", diz Wood. "Acho que estamos na Idade da Pedra do aparato flexível".

A CCS Insight prevê que os telefones dobráveis continuarão sendo um produto de nicho até 2022. Além de seu alto preço, esses dispositivos têm outros problemas a serem superados, como pouca visibilidade em dias ensolarados ou sua estrutura volumosa, necessária para proteger a tela flexível.

Resistentes?

Muitos analistas também perguntam sobre a resistência dos telefones, uma vez que as áreas de dobra geralmente causam problemas em dispositivos eletrônicos ao longo do tempo.

"Até agora, a tendência tem sido garantir um design que evite os elementos mecânicos em um 'smartphone', para torná-los mais duráveis", diz Ian Fogg, analista sênior da OpenSignal, empresa que coleta e analisa informações de redes móveis.

Tanto a Samsung quanto a Huawei afirmam que seus "smartphones" podem suportar o desgaste de dobrar mais de 100.000 vezes. Outra questão é saber se eles vão funcionar tão bem dobrados quanto abertos.

A empresa de análise Strategy Analystics prevê vendas mundiais de apenas 1,2 milhão de telefones dobráveis este ano, um número que pode chegar a 64,9 milhões de dispositivos até 2023 - cifra que ainda representa apenas 3,5% das vendas totais de smartphones neste ano.

A gigante chinesa Huawei apresentou neste domingo um novo telefone dobrável, aproveitando o encontro mundial da telefonia em Barcelona (Espanha) para tentar chamar a atenção para as suas inovações após as acusações dos Estados Unidos de espionagem.

Na véspera da abertura do Mobile World Congress (MWC), Huawei procurou atrair os olhares para seus avanços tecnológicos ao apresentar seu primeiro celular com tela dobrável, o Mate X, compatível com as futuras redes ultrarrápidas 5G.

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Quatro dias atrás, a líder mundial do setor, a sul-coreana Samsung, apresentou seu próprio aparelho em São Francisco (EUA).

"Nossos engenheiros trabalharam nesta tela por mais de três anos", explicou um representante da empresa chinesa, Richard Yu.

Este smartphone, que estará disponível para compra ainda este ano, será vendido a partir de 2.299 euros, acima dos 1.745 euros do Galaxy Fold da Samsung.

"É muito caro", admitiu Yu. "Mas nós estamos trabalhando para reduzir o preço", disse ele.

Dobrado, o telefone tem uma tela de 6,6 polegadas (16,8 cm) na frente, um pouco maior que a do iPhone Xs Max, e outra de 6,3 polegadas (16 cm) na parte de trás. Desdobrado, obtém um tablet com uma tela de cerca de 8 polegadas (20,3 cm).

Além disso, o grupo chinês mostrará aos operadores do mundo e organizadores do MWC -a GSMA-, seus avanços em 5G, a quinta geração de redes móveis que proporcionarão uma conectividade quase instantânea para smartphones e objetos como carros e robôs.

A Huawei enfrenta a preocupação expressa pelos Estados Unidos sobre a possibilidade de a China usar seus equipamentos, com ou sem o envolvimento da empresa, para espionar as comunicações nas futuras redes 5G.

"Temos enfrentado nos últimos meses vários desafios relacionados à segurança cibernética, levantados por vários países sob a pressão de uma potência", disse a repórteres em Barcelona Guo Ping, presidente rotativo do grupo chinês.

De fato, 2018 foi marcado pela proibição de equipamentos chineses nas futuras redes 5G nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

O governo dos Estados Unidos pediu que seus principais aliados europeus sigam o exemplo, o que pode representar um golpe para a Huawei, cujo primeiro mercado fora da China é a Europa.

De qualquer forma, o horizonte na Europa não parece tão negativo para a Huawei. Em janeiro, o operador alemão Deutsche Telekom expressou temores num relatório interno sobre os riscos de atrasos na implantação de 5G se o governo der as costas à Huawei, uma preocupação também levantada pela GSMA, a principal associação da indústria de comunicações móveis.

E, em 18 de fevereiro, o serviço de inteligência britânico estimou que era possível limitar os riscos de espionagem ligados ao uso de equipamentos da Huawei.

Desde a compra da Motorola, em 2014, esta é a primeira vez que a Lenovo consegue lucrar com a marca no mercado de eletrônicos. A empresa chinesa divulgou nessa quinta-feira (21) os dados fiscais do quarto trimestre de 2018, onde conseguiu US$ 233 milhões de lucro líquido. De acordo com a companhia, os principais produtos que contribuíram para a marca foram as divisões de PCSD (PCs e Smart Devices) e de dispositivos móveis.

O lucro ainda está distante da Samsung e Apple, entretanto, é um aumento significativo para a Lenovo. Isso por que, no mesmo período de 2017, ela registrava um prejuízo de US$ 289 milhões. A companhia não anunciou número exatos em relação aos smartphones. Desse modo, não é possível saber quanto foi arrecadado, assim como, o número de aparelhos vendidos.

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Segundo informações publicadas no portal Tecmundo, a empresa revelou que as vendas na América do Norte e na China obtiveram um crescimento, e a Motorola conseguiu manter-se como a segunda mais vendida na América do Sul. Já os dados referentes aos PCS apontam uma receita de US$ 10,7 bilhões nos último três meses de 2018, o que representa um crescimento de 11,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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A sul-coreana Samsung apresentou nesta quarta-feira (20) o Galaxy Fold, primeiro smartphone dobrável, desenvolvido por um dos grandes fabricantes do setor, que estará disponível a partir de 26 de abril ao preço mínimo de 1.980 dólares.

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A tela dobrável era uma inovação muito aguardada doze anos depois do lançamento do iPhone, o modelo vedete da americana Apple.

Dobrado, o dispositivo é um celular de 4,6 polegadas (11,7 cm), "que cabe na mão", mas o aparelho pode ser aberto com uma tela dobrável que o transforma em um tablet de 7,3 polegadas (18,5 cm), explicou Justin Denison, um dos encarregados da líder mundial do mercado, durante apresentação em San Francisco.

"Estamos oferecendo um dispositivo que não só define uma nova categoria, desafia uma categoria", disse Denison no lançamento do novo aparelho, que pode ser usado tanto como telefone inteligente quanto como tablet.

Este novo aparelho chega em um período de desaceleração nas vendas dos smartphones. O setor, que experimentou uma queda na comercialização destes dispositivos pela primeira vez em 2018, espera novidades para se recuperar.

O novo modelo era aguardado com curiosidade desde que a Samsung apresentou um misterioso protótipo de tela dobrável no fim de 2018, sem dar detalhes, nem preço inicial. A companhia sul-coreana é a primeira grande fabricante a lançar um telefone com tela dobrável.

"O Galaxy Fold é uma revolução, e não só porque responde aos céticos que dizem que já se fez tudo o possível e que a era do telefone inteligente acabou, em um mercado saturado. Estamos aqui para dizer que estão errados", disse DJ Koh, chefe da divisão de celulares na Samsung.

A empresa informou ter trabalhado com a Google, que desenvolve o sistema operacional Android instalado nos celulares da Samsung, para otimizá-lo, bem como os aplicativos do Fold.

Por ocasião do décimo aniversário da família Galaxy, a número um mundial do setor não poupou meios e apresentou seu novo aparelho móvel em uma sala de concertos com capacidade para 8.500 pessoas em San Francisco.

Além do Fold, também apresentou o último modelo da linha Galaxy S, o S10.

O grupo sul-coreano, primeiro fabricante mundial, com 20,8% do mercado, apesar de uma queda nas vendas de seus produtos no ano passado, decidiu desafiar sua principal concorrente, a Apple, em seu próprio território. A sede a marca da maçã fica em Cupertino, 60 km ao sul de San Francisco.

Mercado estagnado

O Samsung Fold chega a um mercado mundial estagnado, onde grande parte da população já tem um smartphone e no qual os consumidores adiam a troca dos modelos que possuem.

Segundo analistas, a vantagem de um telefone que pode ser aberto com uma tela mais ampla é simples: os compradores começam a mostrar uma preferência por modelos menos leves, úteis para ver vídeos, jogar videogames, trabalhar, etc.

Mas com um aparelho tão caro, o objetivo da Samsung não é, aparentemente, inundar o mercado de forma imediata, mas deixar uma marca e criar uma nova categoria para impulsionar um novo crescimento no mercado.

Já existe um modelo no mercado com tela dobrável, apresentado na CES de Las Vegas, a maior feira de eletrônica de consumo do mundo, por uma pequena empresa emergente chinesa, a Royole.

Mais grosso que o Fold, o FlexPai, disponível na China - e nos Estados Unidos por 1.300 dólares - pode se tornar um tablet e funciona com um sistema operacional independente, diferentemente da grande maioria dos celulares mundiais, que integram o Android ou o programa da Apple, o iOS.

As telas dobráveis serão uma das grandes inovações de 2019, e, junto com a internet 5G, espera-se que possam reativar o mercado mundial de smartphones.

Na CES de janeiro, outro grupo sul-coreano, a LG, apresentou uma TV com tela dobrável.

A Uber, a startup mais valiosa dos EUA, informou que perdeu US$ 1,8 bilhão em 2018, o primeiro ano completo sob o comando do novo CEO Dara Khosrowshahi, de acordo com os resultados financeiros da empresa para 2018 divulgados recentemente. O número, porém, representa uma melhora modesta em relação ao ano anterior, quando a companhia registrou perdas de US$ 2,2 bilhões.

A receita da Uber atingiu US$ 3 bilhões nos últimos três meses de 2018, um aumento de apenas 2% em relação ao trimestre anterior e de 25% em relação ao mesmo período de 2017. Os números são preocupantes para a empresa que apresentou sigilosamente documentos iniciais para abrir seu capital. Khosrowshahi disse repetidamente que a Uber procuraria se tornar pública em 2019.

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Khosrowshahi assumiu como CEO em meio a um período de incrível turbulência na Uber, que incluiu acusações de assédio sexual e alegações de discriminação de gênero. Ele chegou para ajudar a limpar a imagem empresa e ajudou a Uber a investir em áreas além dos carros, como compartilhamento de bicicletas e scooters, além da entrega de alimentos com o Uber Eats.

No ano passado, a Uber comprou a startup de bicicletas elétricas Jump para impulsionar seus novos esforços de mobilidade e tem um orçamento de US$ 1 bilhão para esses projetos este ano. Ao anunciar os números, a Uber divulgou o crescente uso de seu aplicativo em todo o mundo. "O ano passado foi o mais forte até agora, e o quatro trimestre de 2018 estabeleceu outro recorde de engajamento em nossa plataforma", disse o diretor financeiro da Uber, Nelson Chai, em comunicado.

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A Amazon cancelou seus planos para construir uma nova sede em Nova York, nos EUA, depois de sofrer uma forte oposição política local. A gigante do varejo, que anunciou seu projeto para levantar um novo campus secundário no final do ano passado, disse que a reação política a levou a reconsiderar.

"Depois de muita reflexão e deliberação, decidimos não avançar com nossos planos de construir uma sede para a Amazon em Long Island City, Queens", disse a empresa em um comunicado.

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"Enquanto as pesquisas mostram que 70% dos nova-iorquinos apoiam nossos planos e investimentos, vários políticos estaduais e locais deixaram claro que se opõem à nossa presença e não trabalharão conosco para construir o tipo de relacionamento que é necessário seguir adiante", completou a Amazon.

A gigante de tecnologia estava planejando construir um campus à beira-mar em Long Island City, no Queens, onde empregaria 25 mil pessoas e receberia US $3 bilhões em subsídios e benefícios fiscais do estado e da cidade. O projeto foi apoiado pelo prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, e pelo governador, Andrew Cuomo.

Os políticos e ativistas locais, por outro lado, criticaram o projeto. A Amazon informou que não vai reabrir o processo de licitação, mas vai proceder como planejado com a sede no norte da Virgínia e um centro de logística em Nashville, Tennessee.

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O Google planeja investir US$ 13 bilhões em data centers e escritórios em mais de uma dúzia de estados norte-americanos neste ano, o que pode abrir caminho para a contratação de dezenas de milhares de funcionários, segundo um post do CEO Sundar Pichai publicado esta semana.

"Nossa expansão nos EUA tem sido crucial para encontrar novos talentos, melhorar os serviços que as pessoas usam todos os dias e investir em nossos negócios", escreveu o executivo no post.

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Pichai disse que o Google contratou mais de 10 mil pessoas nos EUA no ano passado e investiu mais de US$ 9 bilhões em sua presença no país. A Alphabet, empresa controladora do Google, informou ter 98.771 empregados em todo o mundo no final de 2018.

Longe de suas raízes como gigante de publicidade online, o Google está construindo centros de dados para reforçar sua divisão de computação em nuvem. Os planos do Google incluem a abertura de novos data centers em Nevada, Ohio, Texas e Nebraska. A gigante também está dobrando sua força de trabalho na Virgínia, abrindo um novo escritório em Washington, D.C. e expandindo seu campus em Nova York.

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