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| Ciência e Saúde

Ao pensar em maneiras de reaproveitar o que se tornou um dos maiores inimgos do meio ambiente, os canudos de plástico, as alunas Mariana Leal e Suely Mekare, ambas de 15 anos, desenvolveram uma sandália diferente para a feira de ciências do Colégio Matriz, instituição em que estudam na cidade de Campo Grande (RJ). Com a base de cortiça (material utilizado para fabricação de rolhas), resíduos têxteis e canudos plásticos, as meninas desenvolveram o calçado e não precisaram do auxílio de um sapateiro, apenas de utensílios que tinham em casa.

A inspiração veio após assistirem o resgate de uma tartaruga marinha que tinha um canudo dentro das narinas em um vídeo postado pelo professor de biologia Guilherme Oliveira, que também orientou o projeto. Mariana e Suely pensaram em substituir a borracha dos chinelos por canudos plásticos. "A primeira ideia que surgiu foi a criação de um chinelo feito com esse material, já que esse calçado é um item popular e que todas as pessoas utilizam. Assim estaríamos substituindo a borracha", conta Mariana. Segundo a Eco-Unifesp, a borracha é um material que não tem tempo determinado para sua decomposição.

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O projeto de Mariana e Suely recebeu o nome de "VidaPé" e está entre os finalistas da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece em São Paulo até 21 de março, e também na Expo Milset Brasil, que será 28 a 31 de maio, no Ceará. "A Febrace será nossa primeira feira fora do colégio. E conseguimos logo em uma das maiores do Brasil. Sem dúvida participar dessa feira será um grande diferencial em nossas vidas acadêmicas e nos possibilitará causar um grande impacto na sociedade", fala Suely, afirmando que ela e sua colega querem levar o projeto adiante, e estão trabalhando pra isso. "Já desenvolvemos um modelo de negócio que nos ajuda a especificar os possíveis clientes, o valor do nosso produto, os parceiros e nossa proposta de negócio."

por Daiane Crema

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O Centro de Terapia Renal da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará realizou na quinta-feira (14) uma programação com o tema “Saúde dos rins para todos”. O evento teve serviços verificação de pressão arterial e orientações médicas nutricionais.

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Renata Damasceno, nefrologista infantil da Santa Casa, falou sobre a importância da saúde dos rins. “Nós fazemos divulgação a respeito das doenças renais, que podem agravar o estado de saúde das pessoas. Hipertensão, diabetes e excesso de peso podem levar a graves complicações da função renal. Nosso objetivo é somente fazer a divulgação dessa campanha e chamar a população para que cuide da sua saúde”, declarou Renata.

Laura Menezes, participante do Comitê de Humanização da Santa Casa, defendeu o acolhimento como ação terapêutica. “Pessoas que sofrem de doença renal crônica acabam passando muito tempo no hospital. É preciso criar um ambiente onde ela se sinta abraçada, que se sinta bem nesse ambiente”, explicou Laura.

Para Miguel Carneiro, paciente do hospital, o atendimento foi esclarecedor. “Eu parei e vim verificar minha pressão, meu problema de rim e de coração. Saí do atendimento já com um encaminhamento para o tratamento no hospital Jean Bitar. Isso foi bom, pois poupou a necessidade de uma consulta”, finalizou.

 

Na manhã desta terça-feira (19), 144 filhotes de tartaruga marinha nasceram na Praia de Piedade, no Jaboatão dos Guararapes. Os animais são da espécie tartaruga-de-pente, que está ameaçada de extinção, e estavam sendo monitorados por técnicos da Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Gestão (Semag) da cidade.

Prestigiando a vida das tartarugas, estudantes da rede municipal de ensino conheceram de perto os filhotes e, segundo a assessoria da Prefeitura de Jaboatão, participaram de uma palestra sobre educação ambiental com o chefe de Núcleo de Monitoramento de Animais Marinhos e Silvestres da Semag, Adriano Artoni.

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“Realizamos o monitoramento dos ninhos das tartarugas durante o dia e à noite, com o objetivo de proporcionar uma maior segurança aos ovos e aos animais. É importante ressaltar que matar, perseguir ou capturar tartarugas marinhas configura crime ambiental, sujeito a pagamento de multa no valor de R$ 5 mil por ovo”, ressaltou Artoni.

Uma nova técnica para detecção do vírus zika, mais sensível e barata que a PCR em tempo real, que é o padrão para diagnóstico molecular da doença, se mostrou eficiente nos testes com amostras de mosquitos. O teste foi desenvolvido em uma pesquisa de mestrado com a participação de pesquisadores da Fiocruz Pernambuco. A pesquisa foi publicada na conceituada revista científica Nature.

A tecnologia, denominada amplificação isotérmica medida por alça (RT-Lamp), também tem a vantagem de ser bem mais rápida do que a PCR, diminuindo de cinco horas para menos de uma hora o tempo necessário para obter o resultado. Segundo a Fiocruz, trata-se de uma ferramenta que pode ser utilizada em qualquer lugar, na forma de kit rápido, pois não depende de equipamentos caros e sofisticados, restritos a laboratórios especializados, como é o caso da PCR.

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Outra vantagem é o custo de cada teste, de apenas um R$ 1. O PCR tem custo individual de R$ 40. Segundo pesquisador Lindomar Pena, que orientou a pesquisa, a técnica se mostrou 10 mil vezes mais sensível que o PCR e, em alguns casos, foi capaz de detectar carga viral onde a PCR deu negativa. “Trata-se de um exame específico para zika, que não apresentou reação cruzada para outras arboviroses”, relata.

Foram utilizadas 60 amostras de mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus na pesquisa, infectados naturalmente ou em laboratório com os vírus zika, dengue, febre amarela e chikungunya. A próxima etapa será a conclusão dos testes com amostras humanas.

De acordo com a Fiocruz, na época que o projeto foi lançado, não havia trabalho semelhante. Ao longo do seu desenvolvimento surgiram em torno de 15 projetos nesse campo. O diferencial desse trabalho, conforme a Fiocruz, é o pequeno número de etapas necessárias para a reação, o baixo custo e a simplicidade do teste.

Na sua forma simplificada, o teste consiste em colocar a amostra de mosquito em um tubo com reagente. Após aguardar cerca de 20 a 40 minutos, observa-se a cor da mistura. Se ficar laranja, o resulto é negativo, mas se o líquido se tornar amarelo,  há presença do vírus zika. “A ideia é que se possa coletar, macerar o mosquito em campo – em plena Amazônia, por exemplo - e obter o resultado lá mesmo”, afirma o pesquisador. Com humanos, se poderá coletar saliva ou urina do paciente com suspeita de zika, realizar o teste e obter a resposta na mesma hora.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inicia nesta segunda-feira (18) a primeira etapa do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani). O estudo é voltado para crianças de até cinco anos de idade e tem o apoio do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A coleta de dados vai até dezembro próximo, com a divulgação dos resultados a partir de fevereiro de 2020. A primeira fase do estudo, inédito no Brasil com a abrangência e o detalhamento propostos em âmbito nacional, vai percorrer 123 municípios de todas as regiões do país.

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O objetivo é coletar informações de cerca de 15 mil domicílios, o que pode significar obter informações de até 17 mil crianças menores de cinco anos de idade. Os resultados do “censo de nutrição infantil” permitirão ao Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Nacional de Alimentação e Nutrição, formular políticas públicas baseadas em evidências voltadas para as crianças brasileiras na faixa etária abaixo de cinco anos.

Metas

Os primeiros estados a serem visitados são Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, totalizando 23 municípios.

São eles: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, no Riode Janeiro; Serra e Vitória, no Espírito Santo; Camaçari, Feira de Santana, Juazeiro, Lauro de Freitas, Salvador e Simões Filho, na Bahia; Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão, no Rio Grande do Sul.

O coordenador nacional do Enani, Gilberto Kac, do Instituto de Nutrição José de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que o estudo tem três metas. A primeira é mapear deficiências de micronutrientes (vitaminas e minerais) entre as crianças com menos de cinco anos, em termos de alimentação e nutrição.

“Esse é o primeiro aspecto inédito do estudo. A gente vai medir sangue de crianças entre seis e 59 meses e vamos dosar uma série de marcadores que jamais foram estudados no Brasil com essa magnitude”, disse.

Alimentação

As crianças menores de seis meses serão estudadas também, mas não terão o sangue coletado. O estudo conseguirá mapear o estado nutricional bioquímico de crianças entre seis meses e 59 meses. “Esse é o grande objetivo, talvez o principal”, afirmou Kac.

O trabalho vai medir também a alimentação das crianças abaixo de 5 anos de idade. Para isso, será usada uma técnica chamada “recordatório de 24 horas”, que verifica o que a criança comeu nas últimas 24 horas.

Foi desenvolvido um aplicativo específico para esse estudo. A pesquisa toda é feita em um tablet. Há um questionário geral sobre uma série de assuntos, que englobam desde questões socioeconômicas até a história reprodutiva e desenvolvimento infantil.

Aleitamento 

Juntamente com a dieta das últimas 24 horas, será mapeado o perfil sobre o aleitamento materno no Brasil. Kac disse que os dados existentes até agora no país serão atualizados.

As equipes vão recolher dados nacionais sobre aleitamento materno exclusivo e complementar, consumo de ultraprocessados, doação de leite materno e bancos de leite, amamentação cruzada (quando uma mãe amamenta o filho de outra mulher). “Esse é o segundo grande objetivo”, afirmou.

O terceiro objetivo é o mapeamento do estado nutricional antropométrico (conjunto de técnicas utilizadas para medir o corpo humano ou suas partes) que, no caso, inclui medir o peso e a altura das crianças e das mães.

Isso permite avaliar o estado nutricional infantil, de modo a confirmar se a desnutrição continua diminuindo no Brasil e informar como está o sobrepeso e a obesidade nas crianças menores de 5 anos. “Tem crescido muito esse excesso de peso e a obesidade, que é um grau mais elevado”, disse o coordenador.

Encaminhamento

Serão investigados ainda a insegurança alimentar, habilidade culinária doméstica e alimentação saudável. “É um estudo bastante complexo e completo, que a gente está planejando há um ano e meio”, disse Kac.

A coleta de dados para o Enani será feita por 342 equipes no país, sob a coordenação da Sociedade para o Desenvolvimento da Pesquisa Científica (Science), integrada por coordenadores aposentados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A coleta de sangue será coordenada pelo laboratório Diagnósticos Brasil, com capilaridade nacional. São parceiros da UFRJ no censo a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os resultados serão divulgados no próximo ano, mas, segundo Kac, as famílias poderão ter acesso às conclusões do estudo referentes ao exame de sangue e ao estado nutricional de antropometria pelo correio ou pela internet. De acordo com o coordenador do estudo, se houver algum problema relevante, a criança será encaminhada a uma unidade básica de saúde.

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O Terminal Hidroviário de Belém recebeu, na manhã desta sexta-feira (15), uma ação social da UNAMA – Universidade da Amazônia, organizada por meio de parceria do Núcleo de Responsabilidade Social com os cursos de Ensino a Distância (EAD), que atenderam as pessoas que estavam no local. Professores e alunos do terceiro semestre dos cursos de Biomedicina, Nutrição, Gastronomia, Estética e Farmácia participaram das atividades.

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Carla Daniele Coelho, coordenadora dos cursos EAD da UNAMA, informou que a ação teve como principais objetivos servir e orientar a comunidade, e a partir disso trazer um avanço para a sociedade. “Cada curso presente aqui está desempenhando determinadas práticas com o público do terminal, que tem em média 2.500 passageiros em circulação no turno da manhã”, disse.

Os cursos de Biomedicina e Farmácia deram orientação de prevenção das infecções virais e verificaram pressão e glicose; os alunos de Estética deram dicas para os cuidados com a pele, além de realizarem design de sobrancelhas e limpeza facial. Em nutrição, foi feito o reaproveitamento de alimentos, incentivando a alimentação saudável; e em Gastronomia, os alunos realizaram a higienização de frutas e legumes.

“O evento de hoje é importantíssimo, porque mostra a presença da UNAMA como responsável social, ofertando cursos e levando a educação que é fornecida dentro da Universidade para fora. Os alunos entram em contato com pacientes e o conhecimento vem de todos os lados, tanto para quem está ofertando os serviços quanto para quem recebe”, explicou o professor Emerson Rodrigues, integrante do Núcleo de Responsabilidade Social da UNAMA.

Segundo a professora Rachel Abreu, a ação social no terminal se prolongará pelo calendário institucional de 2019 e ocorrerá uma vez por mês. “Estamos trabalhando especificamente neste espaço de passagem, onde as pessoas muitas vezes não têm tempo para lidar e se preocupar com a saúde. Levar qualidade de vida, cuidado e autoestima para a comunidade paraense é fundamental”, reiterou.

Mário Maciel, 70 anos, taxista, trabalha próximo ao terminal e precisa sempre conferir a quantidade de açúcar no sangue, pois é diabético. “Se cuidar e fazer exames é muito valioso para todos, principalmente para os mais velhos. Seria ótimo se todos os dias fosse possível verificar a pressão e a glicose, porque às vezes nos postos de saúde não tem como fazer isso, então fiquei feliz de ter encontrado este evento”, disse.

Por Ana Luíza Imbelloni.

 

 

 

 

 

Entusiastas do uso da maconha de maneira recreativa costumam dizer que o consumo da erva pode estimular a excitação sexual. O discurso agora pode ganhar ainda mais força, uma vez que um estudo realizado nos Estados Unidos confirmou o fato.

Segundo a revista científica Sexual Magazine, que analisou relatos de centenas de mulheres, o uso de maconha antes do sexo dobra as chances de um orgasmo satisfatório.

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Ainda não está claro o motivo do efeito sexual da cannabis, mas algumas teorias foram levantadas. "Tem sido postulado que isso leva à melhora da função sexual simplesmente reduzindo o estresse e a ansiedade", explicam pesquisadores.

O estudo conduzido por uma equipe da Escola de Medicina da Universidade de Saint Louis revisou as respostas da pesquisa auto-relatada de 373 mulheres. "Isso pode retardar a percepção temporal do tempo e prolongar as sensações prazerosas. Pode diminuir as inibições sexuais e aumentar a confiança e a disposição para experimentar.A maconha também é conhecida por aumentar sensações como toque, olfato, visão, paladar e audição", diz ainda o estudo.

Para descobrir como o uso de maconha contribui para a satisfação sexual, os pesquisadores desenvolveram uma Pesquisa de Saúde Sexual que aborda uma ampla variedade de tópicos, incluindo desejo sexual, lubrificação e a presença de dor relacionada ao sexo.

Com informações do Daily Mail

Diante dos casos do surto de H1N1, o Ministério da Saúde antecipou para a próxima segunda-feira (18) o início da campanha de vacinação contra gripe no Amazonas. Os lotes deverão chegar neste fim de semana. Na primeira etapa deverão ser imunizados grupos prioritários, como crianças e gestantes.

Boletim divulgado nesta segunda mostra que o Estado contabilizou 91 casos da infecção, com 24 mortes. Há ainda outros 475 casos de síndrome gripal em investigação.

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O início da vacinação no Amazonas foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), em um vídeo divulgado nesta tarde. A antecipação já havia sido definida em fevereiro, como informou o Estado, justamente por causa do aumento atípico de casos na região. A campanha para todo o País deverá começar no fim de abril.

O pedido de antecipação da vacinação foi feita por governadores do Norte no fim de fevereiro. Para atender ao pedido, no entanto, era preciso que a vacina, produzida pelo Instituto Butantã, fosse concluída. O imunizante é preparado a partir da combinação de cepas do vírus que mais circularam no Hemisfério Norte. Justamente por isso, não há como preparar com muita antecedência a produção.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo havia antecipado, a expectativa era de que os primeiros lotes ficassem prontos em meados de março, uma previsão agora confirmada.

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Com o início do ano letivo, vem a pergunta: como está o desenvolvimento escolar do seu filho? É importante que os pais realmente estejam de olho nisso, pois há casos em que o atraso escolar se dá por conta do autismo.

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No Pará, foram matriculados 1.231 alunos com o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, em 2018, segundo a Secretária de Educação (Seduc), mas há alunos que apresentam os sintomas e que precisam da sensibilidade do olhar dos pais e professores, explica Karina Medrado, neuropsicóloga atuante no diagnóstico e tratamento do autismo.

A especialista disse que muitas das vezes os pais levam o filho ao médico e o profissional não fecha o diagnóstico de autismo e pede para os pais aguardarem mais um tempo, tardando o início da terapia. “Ou então os pais ficam pensando que em algum momento os filhos vão desenvolver-se sozinhos, e não vão. É muito importante ter essa conscientização”, disse.

Segundo Cintia Lavratti Brandão, psicoterapeuta e professora de psicologia da UNAMA – Universidade da Amazônia, o transtorno do autismo ainda é um desafio diagnóstico, porque até três anos de idade todos os sinais e sintomas podem ficar mascarados, mas nem sempre o ritmo incomum de aquisição de interações sociais e de linguagem significa que a criança seja autista. “Ela pode ser uma criança tímida, uma criança retraída, uma criança que tem algum distúrbio de linguagem, ou algum outro diagnóstico fonoaudiológico que não necessariamente o autismo”, afirmou a professora.

Para a psicoterapeuta, independente do que a criança apresente, de quais são as dificuldades que os pais reconhecem nas interações das crianças com o mundo, quanto mais cedo for identificado o problema, melhor, por dois grandes motivos. “Quanto menor é a criança, mais ela está suscetível à estimulação e a respostas positivas. A partir do momento em que se tem uma leitura diagnóstica, posso utilizar ações que minimizem o desconforto social e a adaptabilidade daquela criança e, principalmente, orientar os pais nas ações adequadas sobre as necessidades daquele filho”, detalhou Cintia.

O autismo não é uma deficiência, é um espectro, classificado como leve, moderado e grave. A especialista Karina Medrado explica que o déficit da linguagem, chamado de autismo não verbal, se caracteriza pelo não desenvolvimento da linguagem. Nesse caso, há estereotipias motoras, que são atos repetitivos como os chamados flaps - balançar as mãos - movimentar o tronco, além da ausência de contato visual. “O autismo é muito amplo e é muito subjetivo. Cada criança desenvolve um tipo de sintoma. Umas têm a questão da hipersensibilidade, ou a hiposensibilidade sensorial, que pode ter aversão a estímulos sonoros muito intensos, ou não sentem tanta dor. Quando a gente fala de estímulos, a gente sempre fala de todos esses aspectos”, afirmou.

O transtorno do neurodesenvolvimento tem 70% de origem genética, segundo Karina. “O cérebro não faz as sinapses de maneira funcional, como acontece no cérebro de uma pessoa que é típica, e as conexões inter-hemisféricas e intra-hemisférica também não acontecem da maneira adequada. Por isso ele tem vários déficits cognitivos na atenção sustentada, na atenção compartilhada, às vezes na linguagem, na parte motora e na parte sensorial”, esclareceu.

O diagnóstico em adolescente tem crescido nos últimos anos, explica Karina. O autismo mais leve, mais sutil, é considerado como a síndrome de Asperger.  “Antigamente existia uma divisão entre síndrome de Asperger e autismo. Com o novo manual de psiquiatria, o DSM 5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição), foi englobado tudo num espectro. Então a Asperger, hoje em dia, faz parte do espectro autista”, explicou.

A especialista conta que quando a pessoa é diagnosticada na adolescência é porque, quando criança, não apresentava todos os sinais e sintomas. “A linguagem se desenvolveu da maneira adequada, não teve muita estereotipia motora, ela tinha mais uma questão de habilidade social. Quando isso acontece, lá na adolescência, na hora da interação, na hora de entender contexto social, aquele adolescente que é mais tímido chega ao nosso consultório com características de depressão e quando a gente vai avaliar, na verdade, apresenta critérios para autismo. Isso acontece muito com meninas, principalmente, porque meninas têm mais habilidades sociais desenvolvidas. O cérebro da menina é mais focado nessas questões de habilidades sociais”, observa a neuropsicóloga.

A adolescente autista é muita assertiva, diz Karina Medrado, tem raciocínio concreto e não fica no plano de raciocínio abstrato - aí que se dá a dificuldade de interagir e de entender esse contexto social, sinais que precisam ser observados pelos pais. “É aquela menina que não tem malícia. Ela não consegue compreender alguns contextos sociais, não consegue entender o tom de ironia, não consegue entender, às vezes, uma piada, não faz muito sentido para ela essas coisas”, disse Karina.

Diagnóstico

Cintia Brandão destaca que, em qualquer circunstância, seja do ponto de vista neuropsicológico ou interacional, o diagnóstico precoce sempre será um ganho. “Quanto mais cedo a criança tiver acesso a atendimento especializado para a dificuldade que ela apresenta, mais cedo ela pode construir respostas mais adaptativas e que minimizem o sofrimento, a exclusão, a angústia dos pais e a própria cobrança em relação à criança de aspectos que ela não pode oferecer como competência e também a possibilidade de não subestimar as capacidades e competências que a criança tem”, detalhou a psicoterapeuta.

Quanto aos sinais, segundo a psicoterapeuta, é possível perceber um déficit muito cedo, próximo aos seis meses de vida, por exemplo. “É possível perceber bebês que têm pouca resposta de sorriso social, uma criança que a gente olha e parece que ela está mais absorta no universo dela e com pouca resposta de um sorriso social quando uma pessoa faz uma brincadeira com ela. Outro aspecto importante é que a criança tem uma preferência por manipular objetos do que olhar e interagir com pessoas”, detalhou Cintia.

Essa manipulação de objeto acontece de forma atípica, explica a psicóloga. “A criança brinca com um carrinho não fazendo o barulho do carro, usando o carrinho como uma ferramenta de locomoção, ela usa o carrinho para fazer uma fila, ou para ficar vários minutos rodando as rodinhas, observando aquele movimento. A criança tende a ter, desde pequeno, movimentos estereotipados, há um atraso bem significativo na linguagem, e um déficit de busca espontânea por interação com outras crianças”, afirmou Cintia.

Segundo a psicoterapeuta, um dos sinais do autismo é a conduta motora da criança. Há possibilidade de que ela tenha hiperfocos, goste de ficar sempre fazendo a mesma coisa, com o mesmo tipo de brinquedo, desenho e movimento. “Não que a criança não possa estar com outras crianças e que em algum momento até busque algum tipo de brincadeira, mas a tendência é fazer isso de uma forma atípica. A criança tem uma dificuldade de interagir com os pares na sua faixa etária a partir das demandas das outras crianças. Gosta de brincar, de correr, de pegar objetos e não necessariamente com uma socialização que envolva uma perspectiva de coletividade”, informou Cintia.

Quando os pais identificam um desses três eixos, déficit de linguagem, alterações motoras e psicomotoras e de socialização, devem buscar ajuda especializada, que envolve geralmente uma tríade de profissionais. “Em primeira instância: fonoaudiólogo, neurologista e psicólogo ou neuropsicológo”, enfatizou Cintia.

O papel da escola

O diagnóstico é feito assim que os pais ou a escola identifica que a criança está apresentando um atraso no desenvolvimento. Esses pais devem procurar um profissional especialista no assunto. “O ideal é que seja feita uma avaliação neuropsicológica. Nessa avaliação, a gente consegue identificar se tem déficits cognitivos, como estão a atenção, a memória, a capacidade de planejar, impulsividade, incapacidade de executar uma determinada tarefa e avaliar o Q.I (Quociente intelectual) dessa criança também”, detalhou Karina Medrado.

No autismo moderado para o grave, o autista pode ter uma deficiência intelectual. “A terapia entra para trabalhar a estimulação cognitiva desses déficits e habilidades sociais, remodelar comportamento. Hoje a terapia mais indicada é a terapia comportamental, principalmente a ABA, que é a terapia de análise de comportamento. Você trabalha o tempo todo a estimulação com essa criança. A criança tem um tipo de comportamento, a gente reforça positivamente o comportamento que a gente quer que ela modifique, então é bem comportamental mesmo”, disse a neuropsicóloga.

Para Karina, os professores ainda enfrentam desafios, mas a dificuldade está diminuindo pela disseminação de informação sobre o espectro. “As pesquisas, artigos científicos estão aí para a gente ter muito acesso. O autismo já foi um grande tabu, eu sei que dar um diagnóstico de autismo, para muito profissional, ainda é muito complicado, muitos preferem aguardar um tempo. Para a escola, quando ela percebe que a criança não está dentro daqueles padrões do desenvolvimento da infância, ela precisa chamar esses pais, precisa orientá-los a buscar um profissional. Quanto mais a gente demora a iniciar essa terapia, mais atraso no desenvolvimento essa criança vai ter. Então, é um desafio que a escola tem, mas acho que hoje ela tem um pouco mais de recursos para lidar com essas questões”, declarou.

Para Rosiane Santos, pedagoga, professora da educação básica, que dá aula para crianças autistas, a base de todo trabalho se resume no amor. “Quando você acredita na potencialidade de cada criança, colocando em foco suas habilidades, tudo fica mais fácil. Quem não vai estar bem fazendo o que gosta? Além do mais, buscamos sempre descobrir através da anamnese, saber as preferências e gostos das crianças, como uma música, brinquedos, doces, enfim, o que possa servir de um provável reforçador na aprendizagem”, explicou.

Falta de informações

Segundo a neuropsicóloga Karina Medrado, faltam informações aos pais. Além disso, às vezes, há um pouco de resistência na aceitação do diagnóstico. “Você imagina, às vezes é o primeiro filho, e quando é o primeiro filho a gente não tem muito critério do que é o desenvolvimento esperado com seis meses, com um ano e assim sucessivamente. Muitos pais aguardam. Normalmente quem percebe que tem alguma coisa que não está fluindo bem é a mãe. Às vezes, quando a mãe vai comunicar isso para o pai, ou para algum outro familiar, a fala dela é desconsiderada”, explicou.

Para Karina, quando isso acontece, a mãe fica naquela situação de "será que eu estou vendo em excesso, ou realmente que lado tem razão?" e ela acaba esperando. “Entra a falta de informação dos pais, de aceitação, de que o 'meu filho tem, de fato, um atraso e eu preciso procurar um profissional, porque eu preciso entender a causa desse atraso, e se for autismo, iniciar um processo de terapia'”, afirmou.

O processo de terapia para o autismo é eficaz, explica a especialista, mas o sucesso só acontece se houver engajamento dos pais. “Pais que entendam o que é o autismo e que sejam treinados para trabalhar com o filho que recebeu esse diagnóstico. Procuro, na terapia, dez minutos antes de terminar a sessão, sempre chamar esse pai e mostrar o que foi trabalhado, mostrar o que a gente estimulou em cada sessão, porque eu vou ficar com essas crianças uma hora por semana e esses pais ficam todo o restante do dia. Eles precisam aplicar esses conhecimentos em casa para estarmos todos em conjunto. Não adianta pensar 'ah, vou levar na terapia e em casa deixo para lá', não vai dar certo desse jeito”, avaliou. 

O tratamento

O tratamento do autismo envolve equipe multidisciplinar. Segundo a especialista, a pessoa mais indicada, no inicio do diagnóstico, é o psicólogo ou o neuropediatra para fazer essa avaliação e identificar se realmente fecha os critérios para o diagnóstico. “Depois a gente vai avaliar quais são as necessidades dessa criança, se ela tem questões relacionadas a déficit de processamento sensorial, se ela vai precisar do acompanhamento de uma terapeuta ocupacional; se ela tem a questão da linguagem, vai precisar do acompanhamento de uma fonodióloga; se tem questão motora precisa de uma fisioterapeuta. Realmente é muito em equipe multi”, explicou.

O médico entra na equipe quando o autista tem alguma doença. “O médico entra, às vezes, com a questão de medicação. Existem crianças que além do autismo tem uma comorbidade. Por exemplo, ela fecha o diagnóstico de autismo e de epilepsia, então o médico entra para fazer a medicação para controle de crise. Por isso que o trabalho em equipe multi, no autismo, é muito importante”, ressaltou Karina.

Karina Medrado explica que é muito difícil entender e buscar cura para esse tipo de transtorno, mas que os estudos estão cada vez mais intensificados. “Eu estava em um simpósio e o pesquisador brasileiro estava falando 'o que significa autismo? é o alvo em movimento', como a gente tem um espectro que é muito amplo de sintomas e características. Existem estudos genéticos que estão apontando, de repente, para qual o gene causador do autismo, mas tudo ainda em caráter de pesquisa, caráter cientifico. Por isso que o tratamento tem que ser realizado”, ressaltou. 

Quanto mais precoce for esse tratamento, melhor. “A criança tem o que a gente chama de neuroplasticidade cerebral, que é a capacidade de aprender. Por exemplo, quando a gente começa a estimular uma criança de dois anos de idade ela vai ter um processo de desenvolvimento muito melhor, que se eu começar a estimular uma criança de dez anos. Existe uma diferença muito grande aí. Por isso o tratamento tem que ser precoce e contínuo, ele é um processo”, disse a especialista.

A neuropsicóloga explicou que o plano de intervenção é muito subjetivo para cada criança. “Se eu tenho uma criança que tem comportamento reativo de agressividade talvez essa criança demore mais tempo em terapia. Se eu tenho uma criança que tem mais uma questão de habilidade social, é uma criança que vai ficar menos tempo em terapia. Então vai depender dos sintomas que essa criança apresenta para mim”, declarou Karina.

 

 

Um quarto das mortes prematuras e das doenças que existem no mundo estão relacionadas à poluição e a outros danos ao meio ambiente provocados pelo homem. É o que alerta a Organização das Nações Unidas (ONU) em um relatório divulgado hoje (13) em Nairóbi, no Quênia.

O documento aponta que a poluição atmosférica, os produtos químicos que contaminam a água e a destruição acelerada dos ecossistemas vitais para bilhões de pessoas estão provocando uma epidemia mundial.

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Anualmente, a poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas. Já a falta de acesso à água potável mata 1,4 milhão a cada ano por causa de doenças que poderiam ser evitadas, como diarreias.

Ainda segundo o documento, os produtos químicos despejados no mar tem causado efeitos negativos na saúde de várias gerações e, atualmente, 3,2 bilhões de pessoas vivem em regiões destruídas pelo desmatamento e pela agricultura intensiva.

Além disso, a utilização irregular de antibióticos na produção alimentar pode levar ao surgimento de bactérias resistentes, que podem se tornar a primeira causa de mortes prematuras até 2050.

A boa notícia é que a situação não é irremediável, mas necessita, sobretudo, da redução das emissões de dióxido de carbono e do uso de pesticidas. Há uma ação prevista no Acordo de Paris de 2015, que pretende limitar o aquecimento global a +2°C até 2100.

No entanto, os cientistas lembram que não há nenhum acordo internacional sobre o meio ambiente e os impactos da poluição e do desmatamento sobre a saúde humana. E que o desperdício de alimentos também precisa ser reduzido, dado ao fato de a população mundial jogar no lixo um terço da comida produzida, principalmente nos países ricos, que respondem por 56% do desperdício.

O número de pessoas que procuraram atendimento médico alegando terem sido furadas durante as festas de Carnaval em Recife e Olinda só cresce. Desde o último dia 2 de março que 273 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço. Todos os pacientes foram admitidos na unidade que é tida como referência estadual em doenças infecto-contagiosas.

Após triagem, 157 pessoas realizaram a profilaxia, que são medidas de preservação dos pacientes pós-exposição, para prevenir a infecção pelo vírus HIV. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as demais pessoas que procuraram atendimento se recusaram a fazer o teste rápido, que é pré-requisito para o uso da medicação e, consequentemente, o tratamento.

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"Com isso, todos foram orientados a realizarem o monitoramento de possíveis infecções no Próprio Hospital Correia Picanço", acentua a SES

Para além do Correia Picanço, a secretaria confirma que os atendimentos podem acontecer nos Serviços de Atenção Especializada (SAE) dos municípios de São Lourenço da Mata (Hospital e Maternidade Petronila Campos); Caruaru (UPA Vassoural), Pesqueira (Hospital Dr. Lídio Paraíba) e Serra Talhada (Hospital Professor Agamenon Magalhães - Hospam).

"É importante ressaltar que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3%", garantiu a Secretaria Estadual de Saúde.

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Durante oito anos, segundo os moradores, a comunidade do Alto Santa Terezinha e adjacências recebiam atendimento médico numa casa que foi alugada pela Prefeitura do Recife e  transformada para ser a sede do Posto de Saúde da Família (PSF). Visitando a comunidade para comemorar o aniversário de 482 anos da capital pernambucana, enfim, para a alegria dos populares, a Upinha Alto do Pascoal foi inaugurada pelo prefeito Geraldo Julio.

Antes, na casa onde funcionava a PSF, segundo os moradores, faltava tudo. Não tinha copo para beber água, o quadro médico era insuficiente, além de outras coisas que faltavam para a população. Agora, Maria de Lurdes, de 56 anos, se diz esperançosa com a abertura da unidade de saúde. “Eu já não aguentava mais aquela humilhação. Espero que agora isso aqui não seja só boniteza para enganar os pobres”, revela.

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O prefeito Geraldo Julio afirmou que equipamento foi uma conquista para os moradores, mas não quis falar sobre a demora para que a Upinha, prometida há oito anos para os moradores, antes mesmo de sua gestão, fosse entregue.

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De acordo com a gerente da Upinha do Alto do Pascoal, Daniele Tavares, os atendimentos na unidade começarão já a partir desta quarta-feira (13), mas só para aqueles que já tinham agendado. Aos poucos o local deve normalizar o atendimento à população.

As pessoas que usam cigarros eletrônicos têm mais chances de ter problemas cardíacos que as que não os utilizam, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (7) nos Estados Unidos.

A taxa de ataques cardíacos entre os que fumam cigarros eletrônicos é 34% mais alta que entre os que não consomem estes produtos, quando excluídos outros fatores de risco como idade, gênero, índice de massa corporal, nível de colesterol, pressão arterial e uso de tabaco.

Os usuários de cigarros eletrônicos têm 25% mais chances de ter doenças coronárias e 55% mais de sofrer depressão ou ansiedade, segundo o estudo.

"Até agora se sabia pouco sobre eventos cardiovasculares vinculados ao uso do cigarro eletrônico", apontou Mohinder Vindhyal, professor da Escola de Medicina da Universidade do Kansas e autor principal do estudo.

"Esta informação é sem dúvida um chamado de atenção e deveria promover mais ações e maior conscientização sobre os perigos dos cigarros eletrônicos".

O informe não identifica, porém, uma relação de causa e efeito para esta observação.

Os estudos sobre os efeitos de consumir cigarros eletrônicos são relativamente novos, já que esses dispositivos chegaram ao mercado na última década.

Os cigarros eletrônicos não contêm os produtos cancerígenos do tabaco. Porém, além do vício associado ao consumo da nicotina, os especialistas em saúde estão preocupados com os efeitos de aquecer cartuchos de nicotina líquida a altas temperaturas.

Para este estudo, os pesquisadores analisaram as respostas de quase 100.000 pessoas em 2014, 2016 e 2017.

Este tipo de estudo é preliminar e não chega a afirmar que consumir cigarros eletrônicos provoca problemas cardíacos nem a sugerir um mecanismo biológico sobre como isso poderia acontecer. Para chegar a essas conclusões, é necessário realizar investigações de longo prazo.

Como os humanos, os chimpanzés são culturalmente diversos, mas essas diferenças estão sendo afetadas pela incursão humana, disseram pesquisadores internacionais em um estudo inovador publicado nesta quinta-feira.

Os resultados, publicados na revista americana Science, mostram que a diversidade comportamental dos chimpanzés foi reduzida em 88% em média nas áreas com maior impacto humano, em comparação com as florestas intactas remotas.

Nas florestas tropicais e savanas que são os habitats naturais dos chimpanzés, os pesquisadores observaram 31 comportamentos que não eram universais ou inatos entre os chimpanzés e variavam de um grupo para outro, num total de 144 comunidades de chimpanzés estudadas em 17 países da África Equatorial.

Refletindo a diversidade, nem todas as comunidades de chimpanzés usam as mesmas ferramentas para caçar ou escavar. Eles tampouco extraem cupins, formigas, mel e nozes da mesma maneira. Seu uso de pedras, lagos e cavernas também varia.

Os pesquisadores pressupõem que essa diversidade é passada entre indivíduos dentro do grupo.

Eles basearam suas descobertas em estudos existentes complementados com suas próprias observações de campo de 46 comunidades nos últimos nove anos.

Tais dados sobre o comportamento dos chimpanzés nunca haviam sido compilados antes, disseram os pesquisadores. Até agora, os cientistas tinham se concentrado na perda da diversidade genética ou no declínio populacional causado pelo homem.

Suas descobertas significam que quanto mais os humanos perturbam o meio ambiente com estradas, infraestrutura, desmatamento, agricultura, plantações e assim por diante, menos diverso é o comportamento dos chimpanzés.

Por exemplo, pesquisadores observaram áreas onde a quebra de nozes havia acabado.

"Estes são comportamentos muito barulhentos, e os caçadores poderiam localizá-los facilmente", disse à AFP Hjalmar Kuehl, ecologista do centro de pesquisas alemão iDiv e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária.

Outro exemplo de comportamento ruidoso e potencialmente vulnerável: o arremesso de pedras por chimpanzés na Guiné-Bissau, uma forma de comunicação em que os macacos lançam pedras nas árvores.

A pesca de algas com paus, vista na Guiné, também é ameaçada pela invasão humana.

"Nossas descobertas sugerem que estratégias para a conservação da biodiversidade devem ser estendidas para incluir a proteção da diversidade comportamental dos animais também", disse Kuehl.

Ele propõe criar "sítios do patrimônio cultural dos chimpanzés", um conceito que pode ser estendido a outras espécies com alto grau de variabilidade cultural, incluindo orangotangos e baleias.

A coluna vertebral sustenta o corpo e tem o papel fundamental para os movimentos, mas basta alguma coisa estar fora do lugar que logo aparece uma dor. Independente de idade, os problemas podem surgir.

Para o fisioterapeuta Anderson Marcelino, é necessário ter muito cuidado com os movimentos da coluna. Os principais problemas que ocorrem, segundo ele, são a artrose e a lordose. “Tensão na musculatura, hábitos de vida, sobrecarga na coluna, tudo isso pode influenciar em posturas diferentes e possivelmente acarretar dores. Em qualquer idade já se pode ter problema na coluna, mas os idosos são o maior público”, disse o fisioterapeuta.

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As dores nas costas têm sido responsáveis pela grande ocorrência de visitas aos consultórios médicos. Trata-se de uma queixa comum tanto entre o público mais jovem quanto para as pessoas de idade mais avançada. Isso ocorre principalmente com os estudantes, que carregam muito peso em mochilas nos dias de aula, e com as donas de casa, devido a suas atividades intensas.

Na grande maioria dos casos, as dores acarretam mudanças no estilo de vida do paciente, com redução de movimentos e atividades, o que compromete, significativamente, a qualidade de vida do indivíduo.

Os problemas afetam grande parte da população. Embora sejam desagradáveis, é algo já esperado. Isso porque muitas pessoas não adotam uma postura correta.

A jovem Helen Cardoso, 20 anos, já teve problemas na coluna e passou por sessões de fisioterapia e tratamento. Ela ainda sente dores fortes na lombar quando carrega objetos pesados. “Em 2016, machuquei a coluna dançando quadrilha e fui levada urgentemente ao hospital. Então fui aconselhada pelo médico para ficar em repouso e além disso tomei remédios para aliviar a dor. Mas eu desobedeci e piorei. Fui parar na urgência e foi quando recebi o seguinte diagnóstico de que estava com desvio na coluna e passei por tratamento”, afirmou.

 A artrose é uma doença crônica em que há perda da cartilagem articular e degeneração dos ossos que fazem parte da articulação. Ocorre principalmente nos dedos das mãos e nos joelhos, mas também no quadril e na coluna vertebral. A dor da artrose pode piorar com o frio. O diagnóstico adequado permite a indicação de algumas medidas que podem reduzir a progressão da artrose e amenizar os sintomas.

O tratamento inclui medidas não farmacológicas (repouso, perda de peso, fisioterapia, uso de talas ortopédicas, uso de sapatos amortecidos e ortopédicos), medicamentos (analgésicos, anti-inflamatórios), injeção local e, em alguns casos, cirurgia. As formas de tratamento dependem do comprometimento de cada pessoa, da intensidade da dor e da rigidez da articulação atingida.

A  lordose é o nome que se dá à curvatura excessiva na coluna espinhal. Diferentemente de outras curvas, é uma curvatura para dentro. Há também as curvaturas cifóticas, em que as curvas são projetadas para fora da caixa torácica, e as curvas escolióticas, que se referem a uma curvatura lateral da espinha. 

O tratamento conservador inclui técnicas de fisioterapia, como a RPG – Reeducação Postural Globalizada –, exercícios de alongamento e para fortalecer a musculatura e estimulação elétrica. Órteses, como  palmilhas e coletes ortopédicos, podem ser úteis para deter a progressão da curva e, na medida do possível, manter ossos e articulações na posição adequada.

Dicas para evitar problemas na coluna

Por Jennifer Lais.

Um homem britânico tornou-se o segundo adulto no mundo a ser curado da aids, após um transplante de medula óssea de um doador resistente ao vírus HIV, anunciaram seus médicos, preservando a identidade do paciente. É apenas a segunda vez desde o início da epidemia global de aids, nos anos 1980, que um paciente parece ter sido curado da infecção por HIV.

A notícia chega quase 12 anos depois do primeiro paciente que teria sido curado, e em circunstância parecida. O sucesso do tratamento aumenta as esperanças de que uma nova estratégia para a cura de pacientes com o vírus da aids seja possível.

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Os investigadores devem publicar o seu estudo nesta terça-feira na revista científica Nature. Publicamente, os cientistas estão descrevendo o caso como uma "remissão em longo prazo". Em entrevistas, a maioria dos especialistas confirma se tratar de uma "cura", com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas dois casos conhecidos.

Quase três anos depois de receber células-tronco da medula óssea de um doador com uma mutação genética rara que resiste à infecção pelo HIV - e mais de 18 meses depois de largar as drogas antirretrovirais -, testes altamente sensíveis mostram que até agora não há vestígio da infecção por HIV no paciente tratado.

"Não há vírus lá que consigamos medir. Não conseguimos detectar nada", disse Ravindra Gupta, professor e biólogo especializado em HIV da Universidade de Cambridge que liderou uma equipe de médicos que trataram do homem. O paciente contraiu o HIV em 2003, disse Gupta, e em 2012 ele foi diagnosticado com um tipo de câncer no sangue chamado Linfoma de Hodgkin.

Apesar da esperança, os médicos alertaram que o resultado não significa que uma cura para o HIV tenha sido encontrada. Gupta descreveu seu paciente como "funcionalmente curado" e "em remissão", mas advertiu: "É muito cedo para dizer que ele está curado".

O homem está sendo chamado "o paciente de Londres", porque seu caso é semelhante ao primeiro caso conhecido de uma cura funcional do HIV - em um homem americano, Timothy Brown, que ficou conhecido como o paciente de Berlim - onde foi submetido a tratamento semelhante, em 2007.

Brown, que vivia em Berlim, mudou-se para os Estados Unidos e ainda está livre do HIV. Cerca de 37 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o HIV, e a pandemia de aids matou cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo desde que começou, na década de 1980. (com agências)

Pela segunda vez no mundo, um paciente viu diminuir sua carga de vírus HIV-1, causador da aids, e é provável que tenha sido curado, anunciaram, nesta terça-feira (5), os pesquisadores.

Dez anos após o primeiro caso confirmado de uma pessoa infectada que se livrou da doença, um homem conhecido apenas como "o paciente de Londres" não mostrou sinais do vírus por quase 19 meses após passar por um transplante de medula óssea e tratamento, informaram os pesquisadores na revista Nature.

Ambos os pacientes foram submetidos a um transplante de medula óssea para tratamento de cânceres no sangue, recebendo células-tronco de doadores com uma mutação genética incomum que impede que o HIV se entrincheire.

"Ao alcançar a remissão em um segundo paciente usando um método semelhante, mostramos que o 'paciente de Berlim' não era uma anomalia", declarou o autor do estudo, Ravindra Gupta, professor na Universidade de Cambridge, mencionando a primeira pessoa curada.

Milhões de pessoas infectadas com o HIV em todo o mundo mantêm a doença sob controle com a chamada terapia antirretroviral (ARV), mas o tratamento não elimina o vírus dos pacientes. "Neste momento, a única maneira de tratar o HIV é com drogas que retardam o vírus, que as pessoas devem tomar durante toda a vida", disse Gupta.

"Isso representa um desafio particular nos países em desenvolvimento", onde milhões ainda não recebem tratamento adequado, acrescentou. Quase 37 milhões de pessoas vivem com o HIV em todo o mundo, mas apenas 59% recebem ARV.

Quase um milhão de pessoas morrem todos os anos por causas relacionadas ao HIV, além da crescente preocupação com uma nova forma de vírus resistente aos medicamentos.

Gupta e sua equipe enfatizaram que o transplante de medula óssea, um procedimento perigoso e doloroso, não é uma opção viável para o tratamento do HIV.

Mas um segundo caso de remissão e possível cura após um transplante desse tipo ajudará os cientistas a reduzir a gama de estratégias de tratamento, disseram.

- 'Cura factível' -

Tanto o paciente de Londres quanto o de Berlim receberam transplantes de células-tronco de doadores portadores de uma mutação genética que impede a expressão de um receptor do HIV conhecido como CCR5.

"Encontrar uma maneira de eliminar completamente o vírus é uma prioridade global urgente, mas é particularmente difícil porque o vírus se integra aos glóbulos brancos", explicou Gupta.

O estudo descreve um paciente anônimo do sexo masculino da Grã-Bretanha que foi diagnosticado em 2003 e que está em tratamento antirretroviral desde 2012.

Naquele mesmo ano, ele foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin avançado, um câncer mortal. Ele passou em 2016 por um transplante de células-tronco hematopoiéticas de um doador com duas cópias de uma variante do gene CCR5, portada por aproximadamente 1% da população mundial.

O CCR5 é o receptor mais usado pelo HIV-1. As pessoas que têm duas cópias mutadas do CCR5 são resistentes à maioria das cepas do vírus HIV-1, o que frustra as tentativas do vírus de entrar nas células.

Assim como o câncer, a quimioterapia pode ser eficaz contra o HIV, porque mata as células que estão se dividindo. Mas a substituição de células imunitárias por aquelas que não possuem o receptor CCR5 parece ser a chave para evitar que o HIV se recupere após o tratamento.

Após o transplante de medula óssea, "o paciente de Londres" permaneceu em tratamento ARV por 16 meses, quando foi descontinuado. Desde então, testes regulares não detectaram carga viral no paciente.

"O paciente de Berlim", que mais tarde foi identificado como Timothy Brown, tratado para leucemia, recebeu dois transplantes e foi submetido a irradiação total do corpo, enquanto o paciente britânico recebeu um transplante e apenas a quimioterapia menos intensiva.

"Não queria ser a única pessoa no mundo que foi curado de HIV", escreveu Brown em uma revista médica em 2015. "Quero dedicar minha vida para apoiar a pesquisa e encontrar uma cura para o HIV".

A equipe de pesquisa apresentará os resultados em uma conferência em Seattle (noroeste dos Estados Unidos).

"O segundo caso reforça a ideia de que é possível encontrar uma cura", disse à AFP Sharon R Lewin, diretora do Instituto Doherty Peter para Infecções e Imunidade da Universidade de Melbourne.

"Um transplante de medula óssea como uma cura não é viável. Mas podemos tentar determinar qual parte do transplante fez a diferença e permitiu que esse homem parasse de tomar seus medicamentos antivirais".

Há décadas, a ciência busca descobrir por que é tão difícil manter o peso atingido após sacrifícios de uma dieta bem-sucedida e por que é tão fácil recuperar o peso perdido. Uma pesquisa, que contou com a participação de brasileiros, encontrou uma resposta. O hormônio do crescimento GH (do inglês growth hormone), que é responsável pelo desenvolvimento ósseo e aumento da estatura, também atua diretamente para evitar a perda de peso. Quando uma pessoa tem restrição alimentar, o corpo entra em uma espécie de “modo econômico” e começa a guardar energia, além de aumentar a fome.

“A gente se deparou com uma função completamente nova desse hormônio. Durante uma condição em que você não come o suficiente, está fazendo dieta, esse hormônio é secretado. Isso a gente já sabia, mas o que a gente descobriu é que ele acaba agindo sobre neurônios que estimulam a fome e, provavelmente, não só estimulam a fome, como também são capazes de regular o nosso metabolismo energético”, explicou José Donato Junior, professor no Instituto de Ciência Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo.

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Já era conhecido que o GH está ligado ao desenvolvimento ósseo e ao aumento de estatura e é encontrado em grande quantidade nos músculos, no fígado, em tecidos e órgãos diretamente envolvidos no metabolismo de crescimento. Com este estudo, descobriu-se que o cérebro também está repleto de receptores desse hormônio. Os resultados foram publicados na revista científica internacional Nature Communications.

Antes, acreditava-se que a leptina fosse o principal hormônio a entrar em ação para conservar energia em casos de limitação alimentar. Quando há perda de peso, caem os níveis de leptina em circulação na corrente sanguínea. A leptina é um hormônio produzido pelas células do corpo que armazenam gordura. “Quando começa a perder gordura, os níveis de leptina caem muito e o cérebro sente essa queda e ativa os mecanismos de fome e economia de energia”, explicou Donato.

Experimentos

Segundo o pesquisador, há cerca de 15 anos foram tentados experimentos de administração de leptina para quem estava em processo de emagrecimento para observar se havia melhora na manutenção da perda de peso. “Esses experimentos foram muito influentes na época, mas infelizmente deram resultados bastante negativos. Ficou uma pulga atrás da orelha. Como que o hormônio que regula o metabolismo, quando perde peso, não se consegue emagrecer”, disse. A descoberta mais recente revela que há um a forma redundante de o organismo para evitar essa perda.

Donato explicou que essa retenção de energia pode ser vista como algo positivo do ponto de vista da evolução da espécie, pois, se o corpo entende que há restrição de comida, ele é capaz de gastar menos energia e dá mais sobrevida àquele organismo. Esse mecanismo, no entanto, atrapalha os sucessos das dietas alimentares. “Toda vez que o indivíduo engorda e tenta emagrecer, a ação desses hormônios [HG e leptina] atrapalham o emagrecimento porque ligam esse modo econômico. Ele começa animado na dieta, mas perder peso vai ficando cada vez mais difícil”.

A descoberta de uma ação redundante do organismo para evitar a perda de peso por meio do HG e da leptina aponta para uma possível administração combinada dos dois hormônios. Para isso, no entanto, são necessários testes clínicos. “Infelizmente, a gente ainda não dispõe desse tipo de remédio. Nós testamos uma droga no nosso estudo. Essa droga conseguiu realmente aumentar o gasto de energia durante a privação alimentar, mas a gente não avaliou efeitos colaterais. A gente já prevê que ela poderia ter efeitos colaterais porque bloqueava o hormônio do crescimento no corpo todo”, ponderou.

Para o professor, os estudos apontam para o avanço para algum tipo de tratamento que contorne esse “modo econômico” do corpo. “Do ponto de vista evolutivo, toda vez que a gente tenta perder peso isso liga uma sirene de alerta como se fosse um perigo. Se a gente conseguisse impedir que isso ligasse, nós certamente conseguiríamos fazer uma dieta com muito mais facilidade, sem sentir tanta fome e gastando mais energia e óbvio para perder peso, ou você gasta energia ou come menos. Se gasta mais energia, claro que isso facilita muito o processo”, disse.

O trabalho faz parte do projeto temático “Ação do hormônio do crescimento no sistema nervoso: relevância para as funções neurais e na doença” e que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Além dos pesquisadores do Instituto de Ciência Biomédicas (ICB), participam estudiosos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, e da Ohio University, nos Estados Unidos.

Você começa o ano engajado e motivado para mudar o estilo de vida. Perder peso é um dos principais itens da sua lista de objetivos para 2019. Então, se matricula na academia e inicia uma dieta rigorosa, pouco calórica, com diminuição do consumo de gordura, carboidrato e açúcares.

No entanto, após um curto espaço de tempo, vai fazendo pequenas concessões alimentares em festinhas, deixa de fazer exercícios físicos com tanta regularidade e, quando vê, recupera o peso que perdeu inicialmente. E essa situação pode se tornar realmente um problema quando percebe que todo ano é assim. O 'engorda e emagrece' é chamado de efeito-sanfona.

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"Esse é um desafio que enfrentamos todos os dias no acompanhamento dos pacientes. O reganho de peso tem grande variação individual. Segundo estimativas, a cada ano, 42% da população mundial tenta perder peso. Mesmo que a perda inicial seja bem-sucedida, muitas pessoas recuperam o peso com o tempo e apenas uma pequena parte será capaz de manter o padrão nos próximos anos", explica a endocrinologista Lívia Marcela, mestre em Endocrinologia pela Unifesp.

Uma meta-análise nos Estados Unidos, que faz a avaliação de 29 estudos de dietas hipocalóricas aplicadas com ou sem exercícios com seguimento em um prazo de dois anos, mostrou que, em média, mais da metade do peso perdido é recuperado em 24 meses. Até pacientes que recorrem à cirurgia bariátrica podem ter o reganho de peso.

Mas, por que algumas pessoas não conseguem manter o peso perdido?

"Muitos fatores estão envolvidos: biológicos, incluindo genética, questões hormonais, histórico de expansão do tecido adiposo ao longo da vida, fatores ambientais, gastrointestinais, comportamentais e até socioeconômicos", enfatiza Lívia Marcela.

O cardiologista Guilherme Renke, que também é endocrinologista, chama atenção para outras consequências do efeito sanfona, como problemas cardiovasculares. "Com as repetidas perdas ocorre déficit progressivo da massa muscular e aumento da massa de gordura corporal causando o que chamamos de alteração do 'set-point' metabólico. A partir desse momento, a taxa metabólica cai de forma importante e diversos hormônios produzidos pela gordura corporal tornam-se prevalentes como o TNF e citocinas inflamatórias que geram uma inflamação crônica global e aumentam o risco de lesões vasculares", avalia.

Como evitar o efeito sanfona?

Quando diminuímos o peso só com dieta, sem exercício físico, perdemos massa gorda e magra. "Esse ponto de perder massa magra já não é tão bom. A medida que perdemos músculo, nosso gasto calórico basal diminui e fica mais fácil ganhar novamente o peso", esclarece a endocrinologista Lívia Marcela.

Na opinião do cardiologista Guilherme Renke, o ideal é encarar a mudança de vida com um profissional: "Óbvio que cada indivíduo tem uma necessidade diferente, por isso, jamais siga uma dieta da moda padrão, pois a chance de errar é enorme. Manter hábitos saudáveis pelo menos em 80% da sua semana e praticar exercícios regularmente são grandes aliados na prevenção das doenças cardiovasculares".

Sobre a frequência na academia, aquela que estava mais intensa no começo do ano, mas que já está diminuindo, a endocrinologista Lívia Marcela faz um alerta: "Às vezes você nem desistiu com todas as letras da academia. Está pagando, mas indo muito pouco. A pior notícia é que, quanto mais vezes fazemos a famosa 'sanfona,' mais difícil fica para emagrecer. Quando recuperamos peso, normalmente o porcentual de massa gorda que volta é maior que o de massa magra. Isso faz com que cada vez o nosso gasto metabólico fique menor".

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu nesta sexta-feira (1º) a comercialização de 46 planos de saúde. A medida, que tem caráter temporário, passa a valer a partir de 11 de março. Juntos, os planos atendem a quase 570 mil pessoas.

A decisão foi tomada a partir de resultados trimestrais do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, responsável pelo acompanhamento de desempenho do setor para proteção de beneficiários. De acordo com a agência, foram registradas diversas reclamações sobre cobertura, prazo e rede de atendimento dos planos operados por 13 empresas.

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O objetivo da agência reguladora é garantir a assistência dos atuais beneficiários desses serviços. Os planos suspensos só poderão voltar a ser comercializados quando as operadoras corrigirem falhas e comprovarem as melhorias.

"É uma medida que amplia a proteção ao beneficiário da operadora, já que não haverá ingresso de mais contratantes, ao passo que impede que novos consumidores contratem um plano que demande ajustes por parte da empresa", afirmou o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Paralelamente, a ANS liberou a comercialização de sete planos de saúde de duas operadoras que estavam suspensas em decisões anteriores. A data de retomada das vendas desses serviços também foi marcada para o próximo dia 11.

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